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Dick Cheney, ex-vice-presidente dos EUA, morre aos 84 anos

Cheney foi uma peça chave no governo Bush, especialmente após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001

Dick Cheney: ex-presidente dos EUA morreu aos 84 anos  (Mark Wilson/Getty Images)

Dick Cheney: ex-presidente dos EUA morreu aos 84 anos (Mark Wilson/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 4 de novembro de 2025 às 08h34.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, morreu nesta terça-feira, 4, aos 84 anos. Durante os dois mandatos de George W. Bush, entre 2001 e 2009, Cheney se tornou uma das figuras mais influentes e polarizadoras da política americana. Segundo a família de Cheney, a causa da morte foi uma complicação de um quadro de pneumonia e doença cardíaca e vascular.

Cheney foi uma peça chave no governo Bush, especialmente após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Naquele dia, ele estava na Casa Branca e, após testemunhar o horror do ataque, descreveu a experiência como um divisor de águas em sua vida.

Determinado a enfrentar a ameaça do terrorismo, Cheney se tornou um dos principais defensores da invasão do Iraque e da implementação de uma política externa baseada na mudança de regimes, o que ficou conhecido como a doutrina de guerra preventiva.

Cheney também enfrentou problemas de saúde durante sua vida, especialmente relacionados ao coração. Ele sobreviveu a vários ataques cardíacos e, em 2012, passou por um transplante de coração, o qual descreveu como um "presente de vida".

Trajetória política

Antes de ser escolhido como vice-presidente, Cheney atuou como secretário de Defesa, chefe de gabinete da Casa Branca e congressista.

Sua ascensão ao cargo de vice-presidente foi um momento inesperado, já que inicialmente foi encarregado de selecionar um candidato, mas acabou assumindo a posição ao lado de Bush.

Distanciamento dos Republicanos

Nos últimos anos, Cheney se distanciou do Partido Republicano, especialmente após se opor veementemente ao presidente Donald Trump. O ex-vice-presidente chamou Trump de "covarde" e o considerou uma ameaça ao país, o que o levou a ser marginalizado dentro de sua própria legenda.

Em um ato simbólico, Cheney registrou seu último voto nas eleições presidenciais de 2024 para Kamala Harris, uma democrata.

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