Desemprego nos EUA tem maior nível em 8 meses

Mesmo assim, economia americana abriu 186 mil vagas no mês passado, após a criação de 216 mil postos de trabalho em março - que foi a maior em 10 meses

Washington - O número de norte-americanos pedindo auxílio-desemprego atingiu o maior nível em oito meses na semana passada e o crescimento da produtividade dos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, abatendo as perspectivas em uma economia que tem dificuldades para ganhar velocidade.

O aumento na quantidade de pedidos de auxílio-desemprego foi de 43 mil, totalizando 474 mil com ajuste sazonal, informou o Departamento de Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. É o maior patamar desde meados de agosto de 2010. Economistas consultados pela Reuters previam uma queda para 410 mil.

Outro relatório do Departamento mostrou que a produtividade dos EUA aumentou à taxa anual de 1,6 por cento. Economistas previam uma alta de 1 por cento. No quarto trimestre do ano passado, a produtividade cresceu 2,9 por cento.

Contratação deve diminuir

Os dados de auxílio-desemprego ficam fora do período pesquisado para o relatório do governo sobre a geração de empregos em abril, que será divulgado na sexta-feira. Segundo uma pesquisa da Reuters, a economia dos EUA abriu 186 mil vagas no mês passado, após a criação de 216 mil postos de trabalho em março -- que foi a maior em 10 meses.

Na semana passada, a média móvel quadrissemanal de pedidos de auxílio-desemprego -- considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho -- teve alta de 22.250, para 431.250, o maior nível desde novembro.

Uma autoridade do Departamento de Trabalho atribuiu o aumento do auxílio-desemprego a demissões sazonais em Nova York, que somaram 25 mil pedidos, e ao início de um programa de benefícios em Oregon, que trouxe novos requerentes.

Também houve pedidos adicionais no setor automobilístico, disse a autoridade, acrescentando que alguns pedidos poderiam estar relacionados aos tornados que atingiram partes dos EUA.

Mas o relatório de produtividade ofereceu alguma esperança sobre a recuperação do mercado de trabalho.

Embora tenha sido deflagrado pela desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no primeiro trimestre, o recuo da produtividade também sugere que as empresas têm pouco espaço para continuar com estratégias de cortes de gastos e podem precisar aumentar a contratação em breve.

A produtividade -- que mede o que cada trabalhador produz por hora -- subiu rápido nos últimos dois anos, atingindo o pico de 8,9 por cento no segundo trimestre de 2009.

O relatório de produtividade mostrou que os custos subiram 1 por cento no primeiro trimestre, depois de declinarem 1 por cento no período anterior. Apesar disso, a inflação dos salários continua baixa em meio a uma taxa de desemprego de 8,8 por cento.

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