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Covid: Xangai alivia regra de separação de crianças, mas prorroga lockdown

O lockdown na cidade mais populosa da China, que agora confinou quase todos os seus 26 milhões de habitantes, interrompeu a vida cotidiana e os negócios

 (Aly Song/Reuters)

(Aly Song/Reuters)

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Reuters

6 de abril de 2022, 10h29

Xangai fez concessões nesta quarta-feira a uma impopular política de isolamento da Covid-19 que separa crianças dos pais, mas estendeu um lockdown em toda a cidade que deixou alguns moradores com dificuldades para comprar comida.

O lockdown na cidade mais populosa da China, que começou em partes de Xangai há 10 dias e agora confinou quase todos os seus 26 milhões de habitantes, interrompeu a vida cotidiana e os negócios.

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As críticas públicas às restrições, parte da estratégia chinesa de eliminação da Covid-19, variaram de reclamações sobre centros de quarentena lotados e insalubres a dificuldades na compra de alimentos ou no acesso a tratamento médico.

Embora o número de casos de Xangai permaneça pequeno para os padrões globais, a cidade tornou-se um banco de testes para a estratégia anti-Covid da China que busca testar, rastrear e colocar em quarentena centralmente todos os casos positivos e seus contatos próximos.

Analistas dizem que o impacto das restrições na economia está aumentando, especialmente para pequenas empresas, com quase 200 milhões de pessoas em toda a China sob algum tipo de lockdown, segundo estimativas.

A mais controversa das práticas de Xangai tem sido separar as crianças positivadas para Covid de seus pais, o que veio à tona no sábado e desencadeou uma irritação generalizada em todo o país.

O governo de Xangai respondeu há dois dias permitindo que os pais que também foram infectados acompanhassem seus filhos aos centros de isolamento da Covid. Mas as queixas persistiram sobre crianças separadas de pais que não testaram positivo para Covid.