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Coreia do Sul teme progresso do programa balístico norte-coreano

A imprensa estatal norte-coreana anunciou, neste domingo, que o dirigente Kim Jong-un havia supervisionado o teste de um motor de foguete

Coreia do Norte: Pyongyang intensificou nos últimos meses o desenvolvimento de seus programas (Edgar Su/Reuters)
A

AFP

Publicado em 20 de março de 2017 às 08h28.

O teste da Coreia do Norte de um motor de foguete demonstra "progressos significativos" em seu programa balístico, afirmou nesta segunda-feira a Coreia do Sul.

A imprensa estatal norte-coreana anunciou neste domingo que o dirigente Kim Jong-un havia supervisionado o teste de um motor de foguete, o que coincidiu com a visita a Pequim do secretário de Estado americano Rex Tillerson.

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Pyongyang intensificou nos últimos meses o desenvolvimento de seus programas balístico e nuclear, proibidos pela comunidade internacional.

Por ordem de Kim Jong-un, os norte-coreanos lançaram no início de março uma salva de mísseis balísticos. Três projéteis caíram no mar em uma área próxima ao Japão.

Pyongyang aspira fabricar um míssil intercontinental balístico (ICBM) com capacidade para alcançar o continente americano.

"O último teste permitiu aparentemente (a Coreia do Norte) fazer progressos significativos no que diz respeito aos motores", declarou o porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa, Lee Jin-woo.

"Mas precisamos de análises mais amplas da força propulsiva e de suas potenciais aplicações", completou.

O teste mais recente da Coreia do Norte de um motor de foguete acontecera em setembro, quando Kim Jong-un prometeu que seu país poderia "dispor de satélites geoestacionários em um prazo de dois anos".

Várias resoluções internacionais proíbem Pyongyang de prosseguir com os programas nucleares e balísticos.

Antes de visitar Pequim, Tillerson viajou a Tóquio e Seul, onde insistiu que Washington não continuará com a política de "paciência estratégica" a respeito de Pyongyang, uma abordagem que, segundo ele, resultou em fracasso.

Além disso, o americano afirmou que uma operação militar é uma das opções sobre a mesa na visão dos Estados Unidos, declaração que rompe com a política da China, um dos poucos aliados do regime norte-coreano.

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