Kim Ju Ae e Kim Jong Un: filha e líder da Coreia do Norte participam de eventos oficiais. (Anthony WALLACE/AFP)
Repórter
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 05h52.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, estaria adotando medidas para consolidar a posição de sua filha como possível sucessora, segundo parlamentares da Coreia do Sul que tiveram acesso a relatório da agência de inteligência do país.
De acordo com a Agência Nacional de Inteligência (NIS) sul-coreana, há indícios de que a jovem — que se acredita chamar Kim Ju Ae — já esteja contribuindo com informações sobre assuntos políticos. A agência informou que acompanhará atentamente sua eventual participação em uma próxima reunião do Partido dos Trabalhadores, bem como a forma como será apresentada oficialmente, incluindo a possibilidade de receber um título formal.
Ju Ae, que estaria no início da adolescência, tem aparecido com frequência crescente na mídia estatal norte-coreana. Ela acompanha o pai em compromissos públicos, incluindo visitas técnicas e inspeções de projetos militares.
Kim Ju Ae, filha de Kim Jong-un, é apontada por analistas como possível sucessora do líder da Coreia do Norte. Ainda adolescente, ela passou a acompanhar o pai em eventos oficiais, incluindo testes de mísseis, desfiles militares e cerimônias simbólicas do regime. A presença em locais considerados centrais para a legitimidade da dinastia, como o mausoléu dos ex-líderes Kim Il Sung e Kim Jong Il, reforçou as especulações sobre seu papel futuro.
Desde a primeira aparição pública, em 2022, a jovem tem sido exibida com destaque na mídia estatal, frequentemente associada ao programa nuclear norte-coreano, principal símbolo de poder do país. Serviços de inteligência da Coreia do Sul avaliam que a exposição crescente, inclusive em viagens internacionais, pode fazer parte de um processo gradual de preparação política.
Embora pouco se saiba oficialmente sobre sua vida — o regime sequer confirma seu nome — estimativas indicam que ela nasceu em 2013. Especialistas destacam que uma eventual sucessão feminina seria inédita no país e dependeria da aceitação das elites políticas e militares, pilares do sistema dinástico norte-coreano.