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Congresso mexicano rejeita casamento gay

Deputados alegaram que a modificação não corresponde ao Congresso federal

Casal: a redação afirmava que o matrimônio é entre pessoas e não apenas entre homem e mulher (AFP/Alejandro Pagni)

Casal: a redação afirmava que o matrimônio é entre pessoas e não apenas entre homem e mulher (AFP/Alejandro Pagni)

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AFP

Publicado em 10 de novembro de 2016 às 08h54.

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A direita no Congresso mexicano rejeitou nesta quarta-feira a proposta do presidente Enrique Peña Nieto para garantir na Constituição o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"A iniciativa propunha uma ampliação dos direitos do artigo 4 constitucional", afirmou à AFP o deputado Guadalupe Acosta Naranjo.

"A redação afirmava que o matrimônio é entre pessoas e não na concepção antiga de que acontece apenas entre homem e mulher", disse congressista de esquerda.

Os deputados dos partidos Ação Nacional (PAN), Verde (PVEM) e Encontro Social (PES) votaram contra a proposta, alegando que a modificação não corresponde ao Congresso federal e sim a cada um dos congressos locais, por tratar-se de questão civil.

"Não faz sentido, há 15 dias votamos por unanimidade uma lei que dava atribuições ao Congresso para legislar em matéria civil", disse Acosta Naranjo, cujo partido votou a favor da proposta presidencial.

Entre os partidos que votaram contra, PAN e PVEM já haviam declarado seus vínculos católicos, enquanto o PES se anuncia como o "partido da família", com identidade humanista cristã.

No caso do Partido da Revolução Institucional (PRI), ao qual pertence o presidente Peña Nieto, o voto foi dividido.

O momento mais emotivo foi o discurso do deputado Benjamín Medrano Quezada, que afirmou: "Esta é uma decisão pessoal, votarei a favor do texto porque é a favor de minha dignidade como ser humano, como homossexual e como deputado federal".

Em 2009 a capital do México foi a primeira cidade da América Latina a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e em 2015 a Suprema Corte de Justiça estabeleceu jurisprudência para legalizar a medida em todo o país.

Mas pouco menos da metade dos estados incluíram a medida no código civil local.

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