Confrontos após golpe no Egito deixam pelo menos 10 mortos

Incidente começou quando dezenas de manifestantes favoráveis a Mursi atacaram às forças encarregadas de proteger a sede do governo local

Cairo - Pelo menos dez pessoas morreram nos enfrentamentos no Egito após o anúncio da deposição do presidente do país, Mohamed Mursi, pelas Forças Armadas, informou nesta quinta-feira a imprensa oficial do país.

Seis mortes ocorreram em enfrentamentos nos arredores do edifício do governo da cidade de Marsa Matruh, no noroeste do Egito.

Segundo a agência oficial 'Mena', o incidente, que também deixou15 pessoas feridas por disparos, começou quando dezenas de manifestantes favoráveis a Mursi atacaram às forças encarregadas de proteger a sede do governo local.

Em Minia (sul), outras três pessoas morreram e 14 ficaram feridas no ataque de um grupo de partidários de Mursi contra manifestantes que comemoravam sua deposição na Praça Shuhada.

Nessa mesma cidade ocorreram saques e depredações, por parte dos seguidores islamitas, de lojas e estabelecimentos de opositores.

Em Alexandria, uma pessoa morreu e outras 12 ficaram feridas nos confrontos entre partidários e opositores da decisão militar, acrescentou a 'Mena'.

Centenas de simpatizantes da Irmandade Muçulmana tinham anunciado que acampariam na região de Sidi Bashar em Alexandria, onde algumas pessoas comemoravam a derrubada de Mursi. Houve confronto, mas as forças de segurança conseguiram controlar a situação.

Em outras localidades como Al Fayum, no sul do Cairo, não houve mortes, mas um grande número de feridos, pelo menos 70, segundo fontes oficiais.

As forças da polícia e do exército, com o uso de blindados e bombas de gás lacrimogêneo, conseguiram controlar os protestos de membros do movimento islamita na cidade de Sohag, capital da província de mesmo nome.

Os simpatizantes da Irmandade Muçulmana gritavam palavras de ordem contra o ministro da Defesa, Abdel Fatah al Sisi, que anunciou a substituição de Mursi pelo presidente do Supremo Tribunal Constitucional, Adly Mansour, e a suspensão da Constituição. EFE

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