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Conflitos terminam com 15 feridos e 37 detidos na Ucrania

A Rada Suprema da Ucrânia teve que suspender sua sessão após grupos ultranacionalistas enfrentarem a polícia do lado de fora do prédio

Kiev - A Rada Suprema (parlamento) da Ucrânia teve que suspender sua sessão em Kiev nesta terça-feira depois que grupos de manifestantes ultranacionalistas enfrentaram a polícia no lado de fora e atacaram o edifício com coquetéis molotov e bombas de fumaça, incidentes que terminaram com 15 feridos e 37 detidos.

Segundo informou o ministro do Interior, Arsen Avakov, "15 policiais antidistúrbios ficaram feridos nos conflitos, dois em estado grave", e 37 participantes dos confrontos foram detidos.

De acordo com a polícia, cerca de oito mil manifestantes dos partidos Liberdade e Setor de Direitas se reuniram em frente à sede parlamentar com bandeiras e cartazes para exigir a aprovação de uma lei que reconheça como heróis os integrantes do Exército Insurgente ucraniano, que lutou na Segunda Guerra Mundial contra o Exército Vermelho.

Segundo a imprensa local, os manifestantes enfrentaram milhares de agentes que protegiam o edifício em dois cordões policiais, lançaram explosivos e quebraram vidros de diversas janelas.

Em sua conta no Facebook, Avakov se perguntou "a quem beneficia essa ação perto da Rada (parlamento) se não aos inimigos da Ucrânia?".

"Hoje não havia nenhuma razão para se organizar uma briga junto à Rada. O último dia do parlamento estava sendo produtivo como poucos, com a votação de várias leis", acrescentou o ministro, ao se referir à última sessão antes das eleições do dia 26 de outubro, que renovarão a câmara.

O presidente da Rada, Alexander Turchinov, que dirigia uma sessão na qual se aprovaram várias leis, assim como a nomeação de um novo ministro da Defesa, anunciou a suspensão das atividades devido aos distúrbios.

"Agora temos uma sala quase vazia. As provocações começaram perto dos muros da Rada Suprema, tenho certeza que que fizeram isso porque queriam interromper a sessão de hoje. Neste momento, há menos de 226 deputados. Não podemos debater nem aprovar nem uma só questão", declarou.

Representantes dos partidos "Liberdade" e "Setor de Direitas" negaram que seus militantes estivessem envolvidos nos incidentes, que foram atribuídos a provocadores.

A Ucrânia realizará eleições legislativas no dia 26 de outubro para renovar o parlamento pela primeira vez desde a chegada do atual governo do presidente Petro Poroshenko ao poder, após a revolução que acabou com o regime pró-Rússia de Viktor Yanukovich em fevereiro.

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