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Com direito a apoio de músico do ABBA, candidata de esquerda lidera eleição na Suécia

Magdalena Andersson tenta voltar ao governo após quatro anos, em disputa acirrada

 (Instagram/Reprodução)

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Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 19h22.

Última atualização em 13 de setembro de 2026 às 19h26.

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A Suécia pode voltar a ser governada pela centro-esquerda após quatro anos. As primeiras pesquisas de boca de urna da eleição deste domingo, 13, apontam vantagem para a coalizão liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson, enquanto a direita aparece perdendo força.

Aos 59 anos, Andersson, conhecida como “Magda” no país, ganhou um reforço vindo de um dos maiores símbolos culturais da Suécia: o ABBA. O compositor Benny Andersson, integrante do grupo, apareceu na sede dos social-democratas em Estocolmo para apoiar a candidata.

Sentado diante de um piano, o músico de 79 anos tocou a melodia de Mamma Mia, um dos maiores sucessos do ABBA, mas com uma adaptação feita especialmente para a campanha. Em vez de “Mamma Mia”, os apoiadores passaram a cantar “Mag-da-le-na!”.

Levantamento da emissora pública SVT atribui 51,3% dos votos ao bloco de quatro partidos de esquerda, contra 46,8% para a aliança de direita. A pesquisa da TV4 apresenta resultado semelhante, com 51,3% para a esquerda e 47% para a direita.

Os números ainda são preliminares e podem mudar durante a apuração. A disputa havia se tornado mais apertada nas últimas semanas, depois de meses em que a oposição de centro-esquerda manteve vantagem mais confortável nas pesquisas.

Aos 59 anos, Andersson, conhecida como “Magda” no país, tenta retornar ao cargo de primeira-ministra que deixou em 2022. O atual premiê, Ulf Kristersson, de 62 anos, busca mais quatro anos no comando do país.

O resultado também pode representar uma mudança importante para a extrema direita. Os Democratas da Suécia (SD), principal força desse campo político, podem registrar pela primeira vez uma queda em relação à eleição anterior desde que entraram no Parlamento, em 2010.

A legenda também corre o risco de deixar de ser a segunda maior força política do país. “Claro que é um pouco decepcionante deixar de ser o segundo maior partido nessas pesquisas. Mas ainda não terminou, isso ainda pode mudar. Nas últimas eleições, houve mudanças mais tarde durante a noite”, disse à AFP a deputada do SD Julia Kronlid.

Andersson construiu sua campanha sobre temas como o fortalecimento do Estado de bem-estar social e medidas para aliviar a pressão do custo de vida sobre as famílias.

Os social-democratas são historicamente a principal força política da Suécia e governaram o país durante grande parte do século 20. Agora, tentam recuperar o poder após um período em que a direita passou a depender do apoio da extrema direita no Parlamento.

Kristersson, por sua vez, entrou na reta final da campanha mais confiante em uma possível vitória. Em declaração à AFP, o primeiro-ministro afirmou que pretende “tornar a Suécia grande novamente”, em uma referência ao slogan associado ao presidente americano Donald Trump.

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