CNT da Líbia aceita novo governo de transição

Órgão aprovou os nomes escolhidos pelo primeiro-ministro interino Abderrahim al Kib

Trípoli – O Conselho Nacional de Transição (CNT) aprovou nesta terça-feira o novo governo líbio proposto pelo primeiro-ministro, Abderrahim al Kib, que terá 24 ministros, entre eles três mulheres, segundo anunciou o porta-voz Abdel Hafiz Ghoga.

O anúncio do governo transitório líbio, que deverá organizar eleições parlamentares no prazo de sete meses, havia sido adiado em várias ocasiões desde o último mês de agosto.

O Ministério da Defesa será ocupado por Osama Yawili, chefe do Conselho Militar de Zintan, cidade onde está detido o filho de Muammar Kadafi, Seif al Islam.

Outra das principais pastas do novo executivo, a do Interior, ficou com Fawzi Abdelal, representante da cidade de Misrata, uma das cidades que exerceu um papel importante na luta armada contra o regime de Kadafi.

Além disso, o chefe da diplomacia será Ashur Ben Jayal, enquanto o Ministério do Petróleo ficará sob responsabilidade de Abderrahman Ben Yazza, antigo diretor da companhia petrolífera italiana INE. O titular de Finanças será Hocin Deglan e o de Economia, Tahar Serkez.

Os nomes dos responsáveis de algumas pastas, como o de Osama Yawili, estavam sendo dados como certos nos últimos dois dias. No entanto, outros nomes que tinham vazado não aparecem na lista definitiva lida por Al Kib.

O governo de transição, que não conta com um Ministério de Informação, terá um Ministério de Juventude e Esporte, assim como outro que se encarregará das famílias dos mortos no conflito armado.

Al Kib conta, além disso, a partir de agora com dois vice-presidentes do Executivo, Mustafa Bushakur e Omar Abdelkarim.

Após ler a lista dos novos ministros, o primeiro-ministro destacou suas capacidades e ressaltou que representam ‘todas as cidades líbias’.

Também ressaltou que os ‘revolucionários’, em referência aos milicianos que participaram do conflito armado, estão bem representados na equipe de governo.

Além disso, defendeu a presença de ministros que tinham ocupado postos de responsabilidade no antigo regime, assegurando que se existem provas sobre sua implicação em qualquer tipo de delito, abandonarão seus cargos. 

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