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China contém investimentos de corretoras estrangeiras

Objetivo é fortalecer as corretoras locais, antes de permitir maior concorrência com o exterior

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

A China determinou uma suspensão temporária dos investimentos de corretoras estrangeiras no mercado local de seguros - um alvo estratégico para os grandes bancos internacionais. A medida foi baixada uma semana antes da primeira visita, ao país, de Hank Paulson como secretário do Tesouro americano. Espera-se que Paulson pressione Pequim a permitir mais espaço para os bancos de outros países. Paulson é um ex-executivo do banco de investimentos Goldman Sachs.

Segundo o diretor da CSRC - órgão regulador do mercado de capitais na China -, Shang Fulin, a suspensão durará cerca de um ano e só será revista após o país concluir as reformas da estrutura do mercado de capitais local. Entre os objetivos de Pequim estão forçar uma maior consolidação das corretoras locais, por meio de fusões, e incrementar a capacidade operacional do setor, antes de permitir maior concorrência com os estrangeiros. "A suspensão temporária reflete a filosofia da CSRC de limpar o espaço antes de abri-lo aos convidados", afirmou Liang Jin, analista da indústria de seguros da Guotai Junan Securities.

De acordo com o jornal britânico Financial Times, diversas instituições estrangeiras, como Merrill Lynch, JP Morgan e Citigroup, têm interesse em parcerias com corretoras locais. Os acordos, porém, esbarram numa determinação informal, por parte dos chineses, de não estabelecer vínculos com companhias de fora. A suspensão oficial representa um vitória das corretoras chinesas mais antigas. Embora muitos controladores de companhias locais tenham se animado a vender parte delas a parceiros do exterior, as companhias mais antigas pressionaram o governo para barrar as parcerias, temendo não terem mais condições de competir no mercado.

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