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Chefe do governo catalão abre porta para declarar independência

Lei do referendo prevê uma declaração unilateral de independência pelo Parlamento regional da Catalunha se a maioria votar para deixar a Espanha

Carles Puigdemont: "neste dia de esperança e sofrimento, os cidadãos da Catalunha ganharam o direito de ter um Estado independente sob a forma de uma república" (Albert Gea/Reuters)

Carles Puigdemont: "neste dia de esperança e sofrimento, os cidadãos da Catalunha ganharam o direito de ter um Estado independente sob a forma de uma república" (Albert Gea/Reuters)

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Reuters

Publicado em 2 de outubro de 2017 às 09h00.

Madri - O chefe do governo regional catalão no domingo abriu a porta para uma possível declaração de independência da Catalunha, depois de um dia de tensões na região do nordeste da Espanha, onde a polícia foi acionada para frustrar a votação sobre a independência.

"Neste dia de esperança e sofrimento, os cidadãos da Catalunha ganharam o direito de ter um Estado independente sob a forma de uma república", disse Carles Puigdemont em um pronunciamento televisionado, cercado por membros de seu governo.

"O meu governo, nos próximos dias, enviará os resultados do voto de hoje ao Parlamento da Catalunha, onde reside a soberania do nosso povo, para que possa agir de acordo com a lei do referendo", disse ele.

A lei do referendo prevê uma declaração unilateral de independência pelo Parlamento regional da Catalunha se a maioria votar para deixar a Espanha.

Os resultados preliminares apontam que uma esmagadora maioria votou pela independência catalã em um referendo que foi proibido pelo tribunal constitucional e declarado ilegal por Madri.

 

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