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Chanceler russo diz que ataque ao Kremlin é impossível sem conhecimento dos EUA

O país denunciou uma tentativa de assassinato do presidente Vladimir Putin. A Ucrânia negou qualquer envolvimento e os Estados Unidos questionaram as acusações russas

Lavrov: "Trata-se de um ato hostil. Está claro que os terroristas de Kiev não poderiam ter feito isto sem o conhecimento de seus chefes" (AFP/AFP)

Lavrov: "Trata-se de um ato hostil. Está claro que os terroristas de Kiev não poderiam ter feito isto sem o conhecimento de seus chefes" (AFP/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 5 de maio de 2023 às 09h48.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou nesta sexta-feira, 5, que o suposto ataque com drones contra o Kremlin não poderia ter acontecido sem o conhecimento dos Estados Unidos e advertiu que seu país responderá com "ações concretas".

"Trata-se de um ato hostil. Está claro que os terroristas de Kiev não poderiam ter feito isto sem o conhecimento de seus chefes", afirmou Lavrov, durante uma visita à Índia, em referência ao governo dos Estados Unidos.

A Rússia afirmou na quarta-feira que interceptou dois drones ucranianos lançados na noite de terça-feira contra o Kremlin. O país denunciou uma tentativa de assassinato do presidente Vladimir Putin. A Ucrânia negou qualquer envolvimento e os Estados Unidos questionaram as acusações russas.

A Rússia responderá com "ações concretas", advertiu o ministro russo

Na quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acusou o governo dos Estados Unidos de ter patrocinado o suposto ataque.

Washington reagiu de maneira imediata e denunciou uma "mentira", além de negar qualquer envolvimento.

"Se você acredita que, porque Estados Unidos e a Ucrânia negaram as acusações, devemos deixar de pensar o que sabemos, não é assim", insistiu Lavrov nesta sexta-feira.

"A capacidade de nossos amigos ucranianos e ocidentais de mentir é bem conhecida", ironizou o chanceler russo.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, pediu na quinta-feira à Rússia que não utilize o "suposto ataque como desculpa para continuar intensificando a guerra".

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