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Cerco em Mosul se fecha e famílias ficam sem comida

Governo iraquiano e forças curdas cercam a cidade pelo norte, leste e sul, enquanto as forças da Mobilização Popular estão tentando se aproximar pelo oeste

Famílias em Mosul: na semana passada, a Mobilização Popular cortou a rota de suprimento para Mosul (Goran Tomasevic/Reuters)

Famílias em Mosul: na semana passada, a Mobilização Popular cortou a rota de suprimento para Mosul (Goran Tomasevic/Reuters)

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Reuters

Publicado em 29 de novembro de 2016 às 12h10.

Badgá - Um cerco sobre Mosul está se fechando por completo enquanto famílias pobres encontram dificuldade para se alimentar devido ao aumento nos preços desde a ofensiva apoiada pelos Estados Unidos sobre a cidade do norte do Iraque tomada pelo Estado Islâmico, disseram nesta terça-feira fontes da área humanitária.

Enquanto algumas das famílias mais pobres encontram dificuldades para se alimentarem, outras estão escondendo comida por esperarem que os preços subam mais.

"Informantes importantes estão nos dizendo que as famílias pobres estão penando para colocar comida suficiente em suas mesas", disse à Reuters a coordenadora humanitária da ONU no Iraque, Lise Grande. "Isso é muito preocupante".

O governo iraquiano e forças curdas cercam a cidade pelo norte, leste e sul, enquanto as forças da Mobilização Popular - uma coalizão de grupos xiitas auxiliada pelo Irã - estão tentando se aproximar pelo oeste.

Na semana passada, a Mobilização Popular cortou a rota de suprimento que ligava territórios do Estado Islâmico na Síria a Mosul. Com isso os preços no varejo subiram com força.

Com a última rota de suprimento interrompida, os preços de commodities básicas em Mosul podem dobrar "no curto prazo", disse um funcionário da área humanitária, que pediu para não ser identificado.

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