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Candidato republicano admite "mentira da maratona"

Paul Ryan teve que vir a público recentemente para admitir que mentiu sobre ser um exímio maratonista


	O candidato republicano Paul Ryan: um maratonista de uma maratona só.
 (©AFP/Getty Images / Jeffrey Phelps)

O candidato republicano Paul Ryan: um maratonista de uma maratona só. (©AFP/Getty Images / Jeffrey Phelps)

Diogo Max

Diogo Max

Publicado em 26 de abril de 2013 às 10h57.

São Paulo – A campanha presidencial nos Estados Unidos começou a esquentar e já provocou os primeiros – digamos assim – constrangimentos nos candidatos. O republicano Paul Ryan, candidato a vice-presidente na chapa de Mitt Romney, provou da velha máxima: mentira tem perna curta (e, no seu caso, passos demorados). Ele teve que vir a público recentemente para admitir que mentiu sobre ser um exímio maratonista.

Em uma entrevista dada na semana passada a uma rádio da Califórnia, Ryan afirmou que já fizera o incrível tempo de “2 horas e 50 qualquer coisa” em uma das várias maratonas corridas por ele. Logo, um tempo de menos de 3 horas. “Mas eu machuquei uma vértebra da minha coluna e por isso eu não corro mais maratonas”, emendou o candidato. 

“2 horas e 50 qualquer coisa” é um feito para poucos atletas que correm maratonas, uma das provas mais exaustivas do atletismo. Isso significa uma média de 4,5 minutos por cada quilômetro. Poucas pessoas conseguem esse feito. Questionado pela opinião pública, Ryan teve de voltar atrás e admitiu, através de seus assessores, que a história não é tão fascinante assim.

Seu comitê afirmou à revista Runners’ World, a mais especializada no assunto, que em seus 42 anos de existência só correu apenas 1 maratona. E ela se chamava Maratona da Vovó (Grandma’s Marathon), na cidade de Duluth, em  Minnesota. Lá, ele, então com seus 20 anos, finalizou a prova com um tempo de 4 horas, 1 minutos e 25 segundos. Quase o dobro do que ele havia dito. 

Duelo de cadeira

Na última semana, Clint Eastwood travou um duelo de cadeira com o presidente e candidato à reeleição, Barack Obama. O  aclamado diretor fez um monólogo na noite da confirmação de Mitt Romney como o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, criticando o democrata. 

A campanha de Barack Obama respondeu, através do Twitter, publicando uma foto de Obama na cadeira presidencial e a frase “Esse lugar está ocupado”. Em seu discurso, Eastwood havia dirigido sua fala a uma cadeira vazia, que simbolizava, segundo sua opinião, a liderança ausente da Casa Branca.

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