Montadora de carros elétricos na China: país avança em transição energética enquanto EUA suspendem estímulos na área (Leandro Fonseca/Exame)
Agência
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 20h43.
O Canadá anunciou em 16 de janeiro de 2026, em Pequim, uma nova rodada de medidas para ampliar o comércio e os investimentos com a China. O primeiro-ministro Mark Carney confirmou que o país liberará a importação anual de até 49 mil veículos elétricos chineses, que pagarão tarifa de nação mais favorecida de 6,1%.
O anúncio ocorreu após reunião em Pequim entre Carney e o presidente Xi Jinping, que discutiram uma agenda de cooperação voltada para energia, agroalimentos e fluxo de investimentos. Segundo Carney, a cota de veículos deve incentivar joint ventures no Canadá e reforçar a cadeia produtiva doméstica, ampliando a oferta para consumidores.
Xi afirmou que os dois países devem orientar a relação bilateral por objetivos de longo prazo e por ganhos concretos para suas populações. O líder chinês defendeu que a cooperação avance de forma estável e previsível, com responsabilidade diante do cenário internacional.
As delegações também trataram da criação de um ambiente mais seguro para negócios e de canais de coordenação econômica. O governo canadense classificou as medidas como parte de uma nova parceria estratégica com a China, que busca alinhar interesses comerciais e oportunidades industriais.
A iniciativa ocorre em um momento de ajustes globais nas políticas para veículos elétricos, em que governos combinam tarifas, cotas e incentivos para proteger setores locais e ao mesmo tempo atrair investimentos.