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Campo atacado na Argélia produz 18% do gás exportado

Apesar disso o impacto será limitado sobre o mercado e o abastecimento de gás na Europa, segundo analistas


	Argélia: em caso de uma interrupção prolongada do fornecimento argelino "a Europa vai se voltar para a Rússia", considerou Thierry Bros.
 (Kjetil Alsvik/Statoil/Divulgação)

Argélia: em caso de uma interrupção prolongada do fornecimento argelino "a Europa vai se voltar para a Rússia", considerou Thierry Bros. (Kjetil Alsvik/Statoil/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 17 de janeiro de 2013 às 15h07.

Londres - A produção de gás do campo de exploração na Argélia onde trabalhadores foram feitos reféns representa 18% das exportações daquele país. Apesar disso, mesmo com uma redução prolongada da distribuição, terá um impacto limitado sobre o mercado e o abastecimento de gás na Europa, segundo analistas.

Enquanto o complexo de In Amenas, no sudeste da Argélia, é palco desde quarta-feira de um ataque por um grupo islamita armado, o fluxo de gás da Argélia para a Itália foi nesta quinta-feira 17% menor do que o nível habitual, segundo o grupo italiano que transporta o gás, Snam.

O fluxo de gás transportado pelo gasoduto Transmed foi de 62 milhões de metros cúbicos, em vez de 75,2 milhões de metros cúbicos normalmente, de acordo com a Snam.

De fato, a produção de gás do complexo de In Amenas "representa cerca de 9 bilhões de metros cúbicos por ano, o que corresponde a 12% do gás argelino e 18% das exportações de gás do país", apontou Thierry Bros, analista da Société Générale.

Segundo ele, o valor de mercado da produção anual pode ser estimada em 3,9 bilhões de dólares.

A Argélia é o terceiro maior fornecedor de gás da União Europeia (UE), atrás da Rússia e da Noruega, e a produção do campo afetado é equivalente a apenas 2% da demanda europeia.

Assim, em caso de uma interrupção prolongada do fornecimento argelino "a Europa vai se voltar para a Rússia", e, "como fez durante a guerra na Líbia, (a gigante russa) Gazprom deverá satisfazer a demanda", considerou Thierry Bros.

Nestas condições, "não haverá um grande impacto sobre os preços do gás, mesmo que o mercado esteja monitorando de perto a situação", resumiu Trevor Sikorksi, da Barclays Capital.

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