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Burkina Faso acorda governo de transição e eleição para 2015

No entanto, o encontro terminou sem que alguém fosse nomeado para liderar o Executivo


	O tenente-coronel Isaac Zida, de Burkina Faso: os militares assumiram o poder após a renúncia de Compaoré
 (Joe Penney/Reuters)

O tenente-coronel Isaac Zida, de Burkina Faso: os militares assumiram o poder após a renúncia de Compaoré (Joe Penney/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 6 de novembro de 2014 às 05h32.

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Redação Central - Os líderes dos partidos políticos de Burkina Faso chegaram a um acordo, durante a madrugada desta quinta-feira, para a formação de um governo de transição e para a realização de eleições gerais em novembro de 2015, segundo um comunicado emitido ao final da reunião.

No entanto, o encontro, que aconteceu na capital Ouagadougou, terminou sem que alguém fosse nomeado para liderar o Executivo, que não deverá permanecer no poder por mais de um ano, segundo o pacto.

A negociação foi promovida pelos presidentes de Gana, John Dramani Mahama, Senegal, Macky Sall, e Nigéria, Goodluck Jonathan, como mediadores da Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental).

Os dirigentes sociais e políticos chegaram a um acordo depois que o presidente Blaise Compaoré renunciou na semana passada, que ficou por 27 anos no poder, após enormes e violentos protestos populares.

Na segunda-feira, a União Africana deu um prazo de duas semanas para que os militares entregassem o poder para um governo civil. Caso não o façam, estarão sujeitos a sanções.

Os militares assumiram o poder após a renúncia de Compaoré, mas o líder interino, o tenente-coronel Isaac Zida, prometeu deixar o governo no período de duas semanas estabelecido pela União Africana.

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