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Bombardeios em residência de líder tribal matam 14 no Iêmen

Ainda não se sabe se o xeque Mohsen Asem estava no recinto no momento do ataque, mas as vítimas são seus familiares


	Bombardeios: a aviação árabe efetuou desde a meia-noite de ontem oito bombardeios contra bases militares
 (AFP/ Mohammed Huwais)

Bombardeios: a aviação árabe efetuou desde a meia-noite de ontem oito bombardeios contra bases militares (AFP/ Mohammed Huwais)

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Da Redação

Publicado em 16 de agosto de 2016 às 13h48.

Sana - Pelo menos 14 civis morreram, entre eles sete crianças, e outros 12 ficaram feridos em bombardeios da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita contra a residência de um líder tribal vinculado aos rebeldes houthis a alguns quilômetros da capital iemenita, Sana.

A agência oficial "Saba", que é controlada pelos houthis, afirmou que entre os feridos há três menores e quatro mulheres.

Fontes tribais disseram à Agência Efe que ainda não se sabe se o xeque Mohsen Asem estava no recinto no momento do ataque, mas que as vítimas são seus familiares.

A residência, situada na região de Nehm, a 60 quilômetros de Sana, ficou destruída, segundo as fontes.

Nos últimos dias, a região de Nehm é cenário de bombardeios da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita e de enfrentamentos entre os houthis e as forças leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi.

Também perto de Nehm, na montanha Qorn Lot, outro ataque aéreo da aliança militar contra uma residência causou a morte de duas mulheres e de uma criança, relataram testemunhas à Efe.

Hoje, os caças da coalizão bombardearam postos de controle estabelecidos pelos houthis na estrada entre Nehm e Sana e lançaram ataques contra quartéis militares situados na região de Hashish, localizadas entre essas cidades.

Além disso, a aviação árabe efetuou desde a meia-noite de ontem oito bombardeios contra bases militares controladas pelos houthis nos arredores de Sana.

A aliança capitaneada por Riad intensificou seus ataques contra posições dos houthis, que também afetaram os civis, desde o fim das conversas de paz no Kuwait, no dia 6 de agosto. 

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