Ban Ki-moon realiza visita histórica à Somália

Para secretário-geral da ONU, país vive um 'momento de novas oportunidades para o futuro de seu povo'

Mogadíscio - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que viajou nesta sexta-feira a Mogadíscio, na primeira visita de um representante máximo das Nações Unidas à cidade em 18 anos, afirmou que a Somália vive um 'momento de novas oportunidades para o futuro de seu povo'.

'Trata-se um período chave, para trazer estabilidade, consolidar os avanços e romper o ciclo da fome e da crise', disse Ban em entrevista coletiva.

'Viemos para a Somália para comprovar as mudanças que estão acontecendo e para demonstrar a solidariedade das Nações Unidas e da comunidade internacional', acrescentou o secretário-geral da ONU, que se reuniu com o presidente da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, e com o primeiro-ministro, Abdiweli Mohammed Ali.

'E hora dos somalis se reconciliarem e garantirem a paz e a segurança necessária para que o Governo Federal de Transição da Somália (GFT) possa suprir as necessidades e os serviços de seu povo', explicou Ban.

Além disso, o máximo representante da ONU condenou os recentes ataques do grupo radical islâmico Al Shabab e as restrições que o grupo impõe ao trabalho das organizações humanitárias no sul da Somália.

'A única missão dessas organizações é salvar vidas. Qualquer ataque contra elas é um ataque contra o povo', afirmou o diplomata.


Ban disse também na entrevista coletiva que a ONU apoia o plano do governo da Somália para pôr fim ao período de transição. Além disso, anunciou que os escritórios de representação política das Nações Unidas para a Somália serão transferidos para Mogadíscio em janeiro de 2012.

'A visita da Onu é o resultado dos esforços levados a cabo pelas forças de segurança da Somália e pela missão de paz da União Africana para enfrentar o Al Shabab', afirmou Sharif Sheikh Ahmed.

A opinião dos moradores sobre a vinda de Ban Ki-moon ficou dividida. 'A comunidade internacional ignorou a Somália desde 1993, mas agora parece que voltam a prestar atenção em nós, pois sabem que o Al Shabab e os grupos de piratas não acabarão se o país não tiver um governo', disse à Agência Efe o professor Osman Ali Nur.

No entanto, outras pessoas não se mostraram tão empolgadas. 'Os líderes vem aqui e dão declarações, mas depois não fazem nada. Em breve veremos se é verdade que os escritórios virão para Mogadíscio', disse uma empresária que trabalha na capital, Mohibo Hussein. 

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