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Bachelet encaminha reforma da educação para o Congresso

A reforma proposta por Bachelet - uma de suas principais promessas de campanha - inclui fim de subsídios do governo a instituições de ensino com fins lucrativos


	Bachelet: por proposta, parte da reforma seria financiada por alta gradual de imposto corporativo
 (REUTERS/Ivan Alvarado)

Bachelet: por proposta, parte da reforma seria financiada por alta gradual de imposto corporativo (REUTERS/Ivan Alvarado)

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Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2014 às 16h11.

Santiago - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, encaminhou ao Congresso nesta segunda-feira uma proposta de reforma do sistema educacional do país.

A reforma proposta por Bachelet - uma de suas principais promessas de campanha - inclui o fim de subsídios do governo a instituições de ensino com fins lucrativos.

Se a reforma for aprovada, as instituições de ensino fundamental e médio subvencionadas pelo Estado não poderão mais promover processos seletivos, ter lucro nem cobrar "cofinanciamento" dos pais dos alunos.

"O objetivo é iniciar um processo de transformação profunda em nosso sistema educacional que permita assegurar qualidade, gratuidade, integração e o fim do lucro na educação", declarou a presidente.

Pela proposta, parte da reforma seria financiada por uma elevação gradual dos impostos corporativos.

O projeto de lei que eleva essas taxas foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada e agora está em debate no Senado.

Bachelet enfatizou que a reforma é uma resposta ao descontentamento de milhões de estudantes que desde 2011 protestam para que o governo promova mudanças em um sistema educacional no qual as escolas públicas são consideradas ruins e as universidades particulares cobram mensalidades caras apesar de receberem subsídios governamentais.

O sistema atual baseia-se em leis aprovadas ainda durante a ditadura do general Augusto Pinochet, encerrada em 1990.

A oposição a Bachelet declarou-se contra a reforma.

O senador oposicionista Andrés Allamand alegou que "para melhorar a educação não é necessário, de modo nenhum terminar com a educação particular subvencionada".

Fonte: Associated Press.

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