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Atentado com bomba em boate no Peru deixa 33 feridos em Trujillo

Artefato explodiu durante show de cumbia na madrugada deste sábado; pelo menos cinco pessoas estão em estado crítico

Trujillo: boate Dali foi palco de explosão que deixou dezenas de feridos no norte do Peru (Ernesto Benavides/AFP)

Trujillo: boate Dali foi palco de explosão que deixou dezenas de feridos no norte do Peru (Ernesto Benavides/AFP)

Publicado em 7 de março de 2026 às 17h30.

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Uma explosão de grandes proporções atingiu a boate Dali, na província de Trujillo, no litoral norte do Peru, na madrugada deste sábado, 7.

O atentado deixou pelo menos 33 pessoas feridas, sendo cinco em estado grave, conforme balanço divulgado pelo governo regional do departamento de La Libertad. O ataque ocorreu durante uma apresentação musical e é investigado pelas autoridades como uma ação direta de grupos ligados ao crime organizado que atuam na região.

Estado de emergência e crise

Imagens divulgadas por veículos locais mostram o momento em que a explosão sacudiu o estabelecimento. A cidade de Trujillo, localizada a cerca de 500 quilômetros de Lima, encontra-se sob estado de emergência desde março de 2025. A medida foi adotada pelo governo central na tentativa de conter o avanço das máfias de extorsão e dos assassinatos por encomenda, conhecidos como sicariatos.

O cenário de violência no Peru tem se agravado drasticamente nos últimos meses. Dados da polícia nacional revelam que, somente no ano passado, o país registrou 2.200 homicídios diretamente vinculados ao crime organizado.

O atentado à discoteca Dali é lido por analistas como uma demonstração de força das facções criminosas, que utilizam o terrorismo urbano para pressionar empresários locais e desafiar o controle estatal em áreas estratégicas do comércio e lazer.

A província de Trujillo tem sido o epicentro de uma crise de segurança que afeta a economia local e o turismo. O gerente regional de saúde, Alberto Florian, informou que as equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas, mas a gravidade de alguns feridos exige cuidados intensivos em hospitais de alta complexidade.

A manutenção do estado de emergência por quase um ano não foi suficiente para desmantelar as redes de extorsão que cobram "taxas de segurança" de estabelecimentos comerciais na região.

(Com O Globo)

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