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Ataques em Ancara e Berlim

Em Ancara, capital da Turquia, o embaixador russo Andrey Karlov, discursava na abertura de uma mostra fotográfica sobre como os turcos enxergam a Rússia quando foi assassinado a tiros por um terrorista. Em Berlim, um caminhão invadiu uma feira de natal e matou pelo menos nove pessoas, deixando ainda 50 feridos, segundo a rede de TV CNN. A polícia alemã trabalha com a possibilidade de que o ataque pode fazer parte de uma ação conjunta com o que aconteceu em Ancara. De qualquer forma, a Europa está em alerta.

O ataque de Berlim lembra aquele de julho em Nice, na França, quando um terrorista ligado ao Estado Islâmico atropelou e matou 86 pessoas que assistiam às comemorações do Dia da Bastilha. Desta vez, a praça fica localizada na parte ocidental de Berlin, onde está a Gedächtniskirche, uma igreja que sobreviveu a bombardeios da Segunda Guerra Mundial, e é um importante ponto turístico berlinense. Segundo a polícia alemã, o motorista do caminhão havia fugido inicialmente, mas já foi preso. Outra pessoa que estava no caminhão foi morta pela polícia.

Na capital turca, o atirador pertencia à polícia local e se passou por um dos seguranças da galeria de arte para poder atacar o diplomata. Vídeos do ataque mostram que o terrorista gritou “não se esqueçam de Alepo, não se esqueçam da Síria”. Segundo a imprensa turca, o homem foi morto pela polícia, mas não teve a identidade imediatamente revelada.

O ataque acontece em meio ao aumento da tensão na Síria, onde o governo da Rússia apoia o ditador Bashar al-Assad, e a Turquia, ao lado dos Estados Unidos, apoia os rebeldes, que combatem o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e tentam derrubar al-Assad. Apesar de apoiarem lados opostos no conflito sírio, Turquia e Rússia estavam trabalhando nos últimos dias para evacuar a população civil da cidade de Alepo, um importante reduto do EI.

Com a morte de Karlov, as relações entre os dois países voltam a ser uma incógnita. Ele estava trabalhando na Turquia desde 2013 e era um dos principais articuladores nas conversas entre os dois países. A porta-voz do ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que trata-se de um “ato de terrorismo” e de “um triste dia para a diplomacia russa”, que não via um enviado do país morto em serviço desde 1927. Karlov era embaixador da Rússia desde 1976 e serviu por 15 anos na Coreia do Norte.

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