(Abbas Fakih/AFP)
Repórter
Publicado em 13 de junho de 2026 às 18h44.
Última atualização em 13 de junho de 2026 às 18h51.
Ataques israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos cinco mortos neste sábado, deixando a região ainda mais tensa, mesmo com um “cessar-fogo” mediado pelos Estados Unidos.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que uma pessoa morreu em um ataque aéreo que atingiu a cidade de Maarakeh, no distrito de Tiro. Ali Badie, prefeito da municipalidade de Ar-Rihan, também morreu em um ataque israelense no distrito de Jezzine, no sul do país. Outras três pessoas foram mortas nas cidades de Deir al-Zahrani e Kafr Reman, no distrito de Nabatieh.
Em Israel, os militares informaram que um alerta de ataque aéreo foi acionado na cidade de Metula, no norte do país, devido à “infiltração de uma aeronave hostil” vinda do Líbano, sem mencionar o Hezbollah, segundo a Reuters.
Em publicação nas redes sociais, o Exército israelense afirmou ter matado sete combatentes do Hezbollah ao longo da última semana.
Em outro comunicado, disse ter destruído lançadores de foguetes e atingido mais de 70 posições do grupo no sul do Líbano nas últimas 24 horas.
O Hezbollah declarou, em nota separada, ter atraído uma unidade de infantaria israelense para uma emboscada próxima a Kfar Tebnit, afirmando que detonou explosivos e direcionou fogo de artilharia na área, forçando a retirada das tropas israelenses.
Os ataques ocorrem em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou no sábado que um acordo preliminar para encerrar a guerra entre EUA, Israel e Irã está “previsto para ser assinado amanhã”. A fala veio após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, dizer que um acordo poderia ser finalizado dentro das próximas 24 horas.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o memorando de entendimento não será assinado no domingo, mas poderá ser concluído nos “próximos dias”, segundo a mídia estatal iraniana.