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Israel e Líbano concordaram com cessar-fogo a partir de hoje, diz Trump

Israelenses fazem ataques ao país vizinho em meio à guerra com o Irã

Benjamin Netanyahu: primeiro-ministro de Israel (Gil Cohen Magen/Getty Images)

Benjamin Netanyahu: primeiro-ministro de Israel (Gil Cohen Magen/Getty Images)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 16 de abril de 2026 às 12h44.

Última atualização em 16 de abril de 2026 às 12h51.

Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo que entrará em vigor nesta quinta-feira, 16, a partir das 18h (hora de Brasília), anunciou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Acabei de ter excelentes conversas com o altamente respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias às 5 PM EST (18h em Brasília)", disse Trump, em postagem na rede Truth Social.

"Na terça-feira, os dois países se encontraram pela primeira vez em 34 anos aqui em Washington, D.C., com nosso excelente Secretário de Estado, Marco Rubio. Instruí o Vice-Presidente JD Vance e o Secretário de Estado Rubio, juntamente com o Chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin' Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma PAZ duradoura", escreveu Trump.

Reflexo da Guerra do Irã

Os israelenses seguiram atacando o Líbano mesmo após o cessar-fogo entre EUA e Irã, em 8 de abril. Israel argumentou que aquele acordo não incluía o Líbano.

A reunião de terça-feira em Washington entre Líbano e Israel – dois países tecnicamente em guerra há décadas – foi o primeiro diálogo direto de alto nível entre as partes desde 1993.

O Líbano foi arrastado para o conflito no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta aos bombardeios israelenses-americanos contra o Irã que desencadearam o conflito em 28 de fevereiro.

Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deixaram pelo menos um milhão de deslocados.

O presidente libanês reiterou nesta quinta-feira, em um comunicado, a importância de um cessar-fogo, que considera o "ponto de partida natural para as negociações diretas entre os países", um processo que ele não confirmou.

As forças israelenses ocupam atualmente partes do sul do Líbano. O governo de Israel resiste a considerar qualquer cessar-fogo até que o Hezbollah seja desmantelado.

"O desmantelamento" do Hezbollah é o primeiro objetivo das negociações entre Israel e Líbano, insistiu Netanyahu na quarta-feira.

Ataques desta quinta

O Hezbollah reivindicou nesta quinta-feira vários ataques contra posições militares no norte de Israel e afirmou que lançou drones contra Hanita e os quartéis da região de Liman.

A agência oficial de notícias libanesa (ANI) informou que Israel executou dois ataques no sul do país contra a ponte de Qasmiyeh, a última que ligava a região de Tiro com Sidon, que foi "completamente destruída".

Também noticiou a morte de uma pessoa em um ataque israelense contra um veículo na rodovia que liga a capital libanesa, Beirute, à capital da Síria, Damasco.

Washington pressiona pelo fim do conflito no Líbano, por temer riscos ao cessar-fogo com o Irã, em vigor desde 8 de abril, e para uma possível solução à guerra, que provocou um forte abalo na economia mundial.

Com AFP. 

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