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Trump diz que acordo para encerrar guerra com o Irã será assinado no domingo

A Guarda Revolucionária, importante órgão do governo iraniano, negou que Teerã assinaria um acordo com os Estados Unidos no domingo

 (Alex Wroblewski/AFP)

(Alex Wroblewski/AFP)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 13 de junho de 2026 às 14h28.

Última atualização em 13 de junho de 2026 às 14h48.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, em publicação na rede Truth Social, que um acordo para encerrar a guerra com o Irã será assinado no domingo, acompanhado da reabertura imediata do Estreito de Ormuz.

“O acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará aberto a todos”, escreveu. O republicano abriu o posto fazendo uma provocação ao ex-presidente dos EUA, Barack Obama, dizendo que o acordo assinado pelo democrata ajudou Teerã a seguir no caminho para obter uma arma nuclear.

Trump indicou ainda que os Estados Unidos pretendem atuar em conjunto com o Irã para retirar o urânio enriquecido armazenado no país, embora sem definir prazo para a operação.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, entraremos para remover o material nuclear, enterrado profundamente sob maciças montanhas de granito submerso”, afirmou.

O presidente também destacou a intenção de ampliar a cooperação regional. “Estamos ansiosos para trabalhar com o Irã e com todo o Oriente Médio por muitos anos no futuro”, disse. “Esperamos que esse processo se desenrole de forma rápida, simples e tranquila.”

Irã nega acordo no domingo

A Guarda Revolucionária, importante órgão do governo iraniano, negou que Teerã assinaria um acordo com os Estados Unidos no domingo e criticou a "insistência incomum" do presidente americano em assinar o acordo nesse dia, segundo informações da CNN.

A Guarda afirmou que o anúncio de Trump ocorre "apesar de negociadores iranianos terem declarado explicitamente que o memorando ainda não foi finalizado e que a assinatura no domingo definitivamente não acontecerá". O órgão de Teerã sugeriu que Trump pretendia agendar a assinatura para coincidir com seu aniversário, em 14 de junho.

Entre acordos e recuos

 Donald Trump afirmou na quinta-feira que os EUA teriam obtido um “grande acordo” de paz com o Irã, embora o documento não foi formalizado. No entanto, o governo iraniano refutou o entendimento com Washington.

Segundo Trump, “acabamos de alcançar um grande acordo para resolver o conflito com o Irã. Agora fica pendente a formalização, o que deve ser concluído nos próximos dias, e provavelmente será realizada uma assinatura, talvez, na Europa”, disse ele a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente informou que o vice‑presidente, J.D. Vance, deve representar os Estados Unidos durante a assinatura do pacto no fim de semana, pois Trump estará na Casa Branca no domingo para celebrar seu aniversário de 80 anos e para um evento de UFC (artes marciais mistas), antes de embarcar à Europa onde participará da cúpula do G7.

O anúncio de um acordo que encerre a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro surgiu horas depois de Trump cancelar novos ataques planejados contra a república islâmica, citando avanços nas negociações.

Após dois dias seguidos de ofensivas no Oriente Médio — que ameaçaram a continuidade do cessar‑fogo de abril — os EUA chegaram a advertir sobre possíveis bombardeios e a ideia de ocupar a ilha de Kharg, um ponto estratégico da indústria petrolífera iraniana, para controlar a produção de petróleo do país, movimento similar ao que foi tentado na Venezuela.

Negativa de Teerã

O Irã negou ter firmado qualquer tipo de memorando de entendimento com os Estados Unidos, contestando as declarações feitas nesta quinta-feira pelo presidente americano, Donald Trump, segundo informou a agência de notícias Fars.

"O Irã não concordou com nenhum documento de acordo nem memorando de entendimento com os EUA", afirmou a agência, citando uma fonte próxima ao regime iraniano.

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