Mundo

Ataque suicida no norte de Camarões deixa pelo menos 26 feridos

Uma das suicidas foi morto a tiros por soldados antes de atear fogo em si mesma, informa a imprensa local

Camarões:16 feridos estão em estado grave (Zohra Bensemra/Reuters)

Camarões:16 feridos estão em estado grave (Zohra Bensemra/Reuters)

E

EFE

Publicado em 28 de novembro de 2018 às 13h13.

Yaoundé - Pelo menos 26 ficaram feridas depois que duas suicidas se explodiram na cidade de Amchidé, na região do Extremo Norte de Camarões, informaram à Agência Efe fontes das forças de segurança.

"O saldo provisório é de 26 feridos e dois mortos, que são as duas suicidas. Eram duas mulheres que portavam os explosivos", destacou a fonte, que pediu anonimato.

Uma das suicidas foi abatida a tiros por soldados antes de atear fogo em si mesma, informaram veículos de imprensa locais.

Os feridos, 16 dos quais estão em estado grave, foram levados a um hospital da cidade de Mora, onde serão atendidos por uma equipe da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Localizada na fronteira com a Nigéria, Amchidé foi palco confrontos entre soldados camaroneses e combatentes do grupo jihadista nigeriano Boko Haram, embora o Exército tenha praticamente eliminado a presença de islamitas na região.

Este é o primeiro ataque que ocorre nesta cidade desde junho, depois que os atentados deram lugar a sequestros e assassinatos seletivos.

O norte de Camarões sofre com o grupo radical islâmico Boko Haram, que matou na região 2 mil pessoas e sequestrou outras mil desde 2014, segundo dados da ONG International Crisis Group (ICG).

Nestes confrontos, organizações internacionais como Anistia Internacional (AI) também acusam o Exército de Camarões de cometer assassinatos extrajudiciais e crimes de contra a humanidade.

Acompanhe tudo sobre:Ataques terroristasMortesCamarões

Mais de Mundo

Juíza rejeita pedido para suspender operação migratória de Trump em Minnesota

Japão fica sem pandas pela primeira vez em mais de 50 anos

EUA pode registrar primeira queda populacional da história em 2026

Veteranos na Dinamarca realizam marcha silenciosa após críticas de Trump à Otan