Ataque na parada do orgulho gay em Jerusalém deixa 6 feridos

O ataque aconteceu no final da passeata, no centro da cidade, perto da rua Kerem Ayesod, por volta das 19h locais (13h de Brasília)

Jerusalém - Pelo menos seis pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira em um ataque com faca enquanto participavam da Parada do Orgulho Gay em Jerusalém, realizada anualmente sob fortes medidas de segurança devido à oposição de extremistas religiosos.

"Atendemos e levamos a hospitais seis pessoas com perfurações de faca. Três sofreram ferimentos graves e outras três estão em situação moderada. Dois deles foram transferidos ao hospital Shaare Zedek, e os demais ao Hadassah Ein Karem", informou à Agência Efe Yonatan Yagodoski, porta-voz da Maguen David Adom (MDA, a Estrela de David Vermelha, equivalente à Cruz Vermelha).

Essa organização prestava apoio à manifestação, por isso os serviços de emergência "chegaram ao lugar do ataque em questão de minutos", acrescentou.

O ataque aconteceu no final da passeata, no centro da cidade, perto da rua Kerem Ayesod, por volta das 19h locais (13h de Brasília).

Segundo uma porta-voz da polícia, o criminoso é "um homem judeu" que já foi detido, o que "impediu que continuasse seus ataques".

"Um homem saiu de uma das calçadas e começou a apunhalar as pessoas. Rapidamente vários policiais foram na direção dele e o imobilizaram em questão de segundos. Havia muito sangue. Foi tudo tão rápido que não deu tempo de ver o autor (do ataque)", disse à Efe uma testemunha,

Alguns dos participantes da parada gay se queixavam que "os homossexuais não conseguem viver em segurança" na cidade, considerada santa pelo cristianismo, o judaísmo e o islamismo.

A presidente da associação defensora dos homossexuais Casa Aberta, Dana Sharon, afirmou à Efe que, ao invés de dissolver o ato, sua organização pediu aos participantes para que continuassem concentrados em rejeição ao ataque.

Benzi Gobstein, presidente da Lehava, uma organização extremista judia que convoca a cada ano uma contra-manifestação à parada gay, negou à Efe que seus integrantes estivessem envolvidos no incidente.

"Não tem a ver conosco. Nós não apoiamos a violência e não acreditamos que nenhum judeu tenha que apunhalar nenhum judeu", declarou.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também