Redação Exame
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08h04.
Argentina e Estados Unidos firmaram nesta quarta-feira um acordo para fortalecer a cooperação em minerais críticos, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores argentino após a participação do chanceler Pablo Quirno em uma reunião ministerial sobre o tema, realizada em Washington.
De acordo com a Chancelaria, os dois países assinaram um Instrumento Marco para o Fortalecimento do Suprimento em Mineração e Processamento de Minerais Críticos, durante encontro convocado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O documento ratifica a associação estratégica entre os governos e o compromisso com o desenvolvimento de uma cadeia de suprimento considerada segura, resiliente e competitiva.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), Quirno afirmou que o entendimento com o governo do presidente Donald Trump deve gerar “mais exportações, mais investimentos e mais empregos” para a Argentina. O chanceler também divulgou uma foto ao lado de Christopher Landau, subsecretário do Departamento de Estado dos EUA, a quem agradeceu pelo trabalho conjunto e pelo compromisso em aprofundar a parceria bilateral.
Segundo o comunicado oficial, a assinatura do acordo busca consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas, além de criar um ambiente favorável à chegada de investimentos produtivos de longo prazo. O texto menciona ainda a necessidade de responder ao crescimento da demanda global por minerais críticos e à aplicação de tecnologias de vanguarda.
A Chancelaria destacou que a decisão ocorre em um contexto de “estabilidade macroeconômica e de regras claras e previsíveis para o investimento”. Nesse cenário, o governo do presidente Javier Milei projeta expandir o setor de mineração com foco em exportações, com a meta de superar US$ 30 bilhões até o final da próxima década.
O novo instrumento amplia compromissos anteriores entre os dois países. Em agosto do ano passado, Argentina e Estados Unidos haviam assinado um memorando de entendimento para cooperação em minerais críticos, como o lítio. Já em novembro, os governos firmaram um acordo marco com vistas à celebração de um pacto mais amplo sobre comércio e investimento, que inclui a facilitação de investimentos e do comércio desses minerais.
Os chamados minerais críticos — matérias-primas essenciais para a geração de energia renovável, a produção de tecnologias não poluentes e a transição energética — ocupam posição estratégica na política industrial e energética global. Nesse grupo, a Argentina se destaca como o quarto maior produtor mundial de lítio, o terceiro em reservas e o segundo em recursos, segundo dados citados no comunicado oficial.
*Com informações da EFE