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Após vazamento de documentos, Sarah Palin diz que Obama é incompetente

A ex-governadora do Alasca acusou o Governo de não tomar medidas que freassem o vazamento dos telegramas através do WikiLeaks

Sarah Palin: Julian Assange é um antiamericano com sangue nas mãos (Getty Images)

Sarah Palin: Julian Assange é um antiamericano com sangue nas mãos (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 30 de novembro de 2010 às 06h28.

Washington - A ex-candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos Sarah Palin tachou na última segunda-feira de "incompetente" a gestão de Barack Obama pelo vazamento em massa de documentos secretos no site "WikiLeaks".

Palin, que abandonou seu posto de governadora do Alasca para ser comentarista da emissora "Fox" e alimenta a possibilidade de ser candidata à Presidência dos EUA em 2012, expressou suas críticas em sua página na rede social Facebook e em artigo divulgado no site da rede.

Segundo ela, a publicação dos documentos representa "graves perguntas sobre a incompetente gestão de Obama neste grande fiasco".

A ex-governadora acusou o Governo de não tomar medidas que freassem o vazamento, que revelou neste domingo 250 mil documentos diplomáticos, muitos deles secretos.

"Que passos foram tomados para evitar que o diretor da 'WikiLeaks', Julian Assange, distribuísse este material classificado como altamente secreto, especialmente depois de ter publicado material não uma, mas duas vezes nos meses anteriores?", questionou Palin, referindo-se aos vazamentos realizados pelo mesmo site sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque.

A mais recente divulgação da "WikiLeaks" se refere principalmente às comunicações do Departamento de Estado, que conta com mais de 270 embaixadas, consulados e missões diplomáticas dos EUA em todo o mundo.

Entre algumas revelações, os documentos demonstram que alguns países árabes pressionaram os EUA a fazer frente ao programa nuclear iraniano e trouxeram à luz as negociações secretas para encontrar países que acolhessem os presos de Guantánamo.

Palin se referiu a Assange como um ativista "antiamericano com sangue nas mãos", e "não um jornalista", comparando-o com "o editor da revista 'Inspire', da Al Qaeda".

"Outras de suas publicações de documentos secretos revelaram aos talibãs as identidades de mais de 100 fontes afegãs. Por que não foi perseguido com a mesma urgência que quando perseguimos a Al Qaeda e os líderes dos talibãs?", questionou a ex-governadora.

Palin também propôs que sejam tomadas medidas firmes, como congelar as contas de membros da "WikiLeaks", como se se tratasse de "pessoas que oferecem apoio material a organizações terroristas".

A ex-governadora arremete ainda contra o sistema de inteligência e seus erros em permitir o vazamento dos documentos e o acesso a eles por parte de pessoal de pouca confiança.

O Governo dos EUA abriu uma investigação sobre a publicação, que qualificou de um "crime" e um ataque à comunidade internacional. 

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