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Alerta de Trump e o temor das companhias aéreas: é seguro voar na Venezuela?

Copa Airlines e Wingo anunciaram a suspensão dos voos com origem e destino na Venezuela por dois dias, em meio ao aumento das atividades militares dos EUA no Caribe

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 20h22.

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As empresas aéreas panamenhas Copa Airlines e Wingo anunciaram na quarta-feira, 3 de dezembro, a suspensão dos voos com origem e destino na Venezuela por dois dias. Essa medida se soma à decisão de outras oito companhias que cancelaram suas operações, após um alerta emitido pelo governo dos Estados Unidos sobre o aumento das atividades militares no Caribe.

Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos informou que aeronaves sobrevoando o espaço aéreo venezuelano deveriam adotar precauções extras em razão da intensificação da atividade militar na Venezuela e áreas vizinhas.

Desde agosto, o governo dos Estados Unidos mantém uma presença militar no Caribe, com navios e caças, alegando que as operações são parte de um esforço contra o narcotráfico. No entanto, o governo venezuelano afirma que esses movimentos militares visam desestabilizar o presidente Nicolás Maduro.

Como consequência, empresas como Iberia, Air Europa, Plus Ultra, TAP, Avianca, GOL, Latam e Turkish interromperam temporariamente seus voos para a Venezuela. Em resposta, o governo venezuelano revogou as licenças dessas companhias, acusando-as de se alinharem aos "atos de terrorismo de Estado" promovidos pelos Estados Unidos.

A Copa Airlines e a Wingo eram, até então, duas das poucas empresas internacionais que continuavam a operar com voos para Caracas, mesmo diante das crescentes tensões entre os governos de Venezuela e Estados Unidos.

Em comunicados separados, as companhias informaram que suspenderiam os voos para Caracas nas datas de 4 e 5 de dezembro de 2025, como medida preventiva, após "interrupções em um dos sinais de navegação" mencionadas por seus pilotos.

O Instituto Aeronáutico Civil da Venezuela ressaltou que a suspensão foi realizada "em coordenação prévia" com as partes envolvidas. A instituição também expressou confiança de que as operações seriam retomadas dentro do previsto e reforçou a segurança do espaço aéreo venezuelano.

Por sua vez, o chanceler venezuelano, Yván Gil, afirmou que "as operações aéreas estão funcionando normalmente". Ele ainda destacou a plena soberania da Venezuela sobre seu espaço aéreo, acrescentando que não há força externa capaz de desafiar a autoridade do país sobre seu território.

(Com informações da agência AFP)

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