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Alckmin diz que tarifa de 15% dos EUA pode ser positiva para o Brasil

Para o vice-presidente, a taxação estabelecida por Trump pode ampliar competitividade brasileira

Geraldo Alckmin: o vice-presidente destacou que o impacto para o Brasil é favorável, já que o país enfrentava tarifas significativamente mais altas do que seus concorrentes internacionais (EVARISTO SA /AFP)

Geraldo Alckmin: o vice-presidente destacou que o impacto para o Brasil é favorável, já que o país enfrentava tarifas significativamente mais altas do que seus concorrentes internacionais (EVARISTO SA /AFP)

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 09h40.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), avaliou como positiva a decisão dos Estados Unidos de reduzir e equalizar as alíquotas de importação, afirmando que a medida favorece a competitividade dos produtos brasileiros e abre espaço para ampliar as exportações ao mercado norte-americano.

Segundo Alckmin, a nova regra estabelece uma alíquota igual para todos os países. Inicialmente fixada em 10%, a taxa foi elevada para 15%. Ainda assim, o vice-presidente destacou que o impacto para o Brasil é favorável, já que o país enfrentava tarifas significativamente mais altas do que seus concorrentes internacionais.

“Antes, muitos países tinham alíquotas de 10% ou 15%, enquanto o Brasil chegava a 50%. Isso prejudicava a nossa competitividade. Agora, os produtos brasileiros ganham condições melhores para exportar mais aos Estados Unidos, conquistar mercado e gerar emprego e renda no Brasil”, afirmou.

Outro ponto destacado por Alckmin é que, em alguns setores estratégicos, a tarifa foi zerada. Entre os produtos beneficiados com alíquota zero estão combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves – áreas consideradas relevantes para a balança comercial brasileira.

O vice-presidente também sinalizou que a medida cria um ambiente propício para avançar nas negociações bilaterais. Segundo ele, a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março, pode ampliar o diálogo não apenas sobre tarifas, mas também sobre barreiras não tarifárias.

“Há uma avenida de negociação importante. Podemos tratar das questões tarifárias e também das não tarifárias, o que é fundamental para aprofundar o comércio entre os dois países”, concluiu Alckmin.

 

 

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