Ação de Graças e fim de incêndios: o feriado de Trump

Incêndios deixaram mais de 80 mortos, numa oportunidade para o país refletir sobre suas políticas ambientais

O dia de Ação de Graças será comemorado de uma maneira diferente neste ano, na Califórnia. O estado dos Estados Unidos que sofreu com as queimadas das últimas semanas terá o último foco de incêndio extinto nesta quinta-feira, segundo autoridades locais.

O incêndio de Camp Fire, como ficou conhecido, é considerado o mais devastador da história do estado americano, com mais de 80 mortes e 870 desaparecidos. Iniciado em 8 de novembro, o “Camp Fire” já arrasou 61.500 hectares e mais de 12.600 lares. A cidade de Paradise, de 27.000 habitantes, por exemplo, foi totalmente destruída pelas chamas.

Na terça-feira, porém, autoridades locais afirmaram que, com a ajuda das chuvas, 75% do incêndio estava contido, e que os mais de 5.000 bombeiros e 28 helicópteros acabariam com o incêndio nesta quinta. Apesar do fim do incêndio, as buscas por desaparecidos ainda será um desafio para os próximos dias, uma vez que as tempestades e o risco de deslizamento poderão atrapalhar o trabalho.

Se alguns veem o fim do incêndio como uma pequena vitória a ser comemorada no feriado mais importante dos Estados Unidos, o país deverá transformar o agradecimento em reflexão sobre as reais causas do incêndio nas cidades californianas.

Segundo o colunista de EXAME Alexandre Mansur, a tragédia é o resultado do fato de as pessoas estarem construindo mais casas dentro da floresta. A maior interação humana com as árvores inflamáveis aumenta o risco de início de incêndio. Os moradores, com casas mais próximas da mata, resistem à prática de queimadas preventivas. Por cima disso, há as mudanças climáticas, que aumentaram o período e a intensidade da estiagem na Califórnia.

Como é tradição no país, o presidente americano Donald Trump deverá se dirigir à população e pronunciar uma mensagem conciliatória. Nesta semana, Trump afirmou que os incêndios foram causados por uma série de fatores, e não somente por conta das mudanças climáticas no mundo. Com a saída do Acordo de Paris e as afirmações contra o desenvolvimento sustentável, ele pode atrair novas críticas ao tratar o incêndio no estado californiano. O secretário do Interior chegou a culpar ambientalistas pela tragédia.

Trump, claro, não causou o incêndio. Mas pode aproveitar a oportunidade para rever suas políticas ambientais. Ou não.

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