Via Varejo atinge valorização de 41% em dois dias

Alta foi impulsionada por compra de empresa de logística e vendas durante quarentena

As ações da Via Varejo, dona das Casas Bahia e PontoFrio, acumulam alta de 41,69% na semana, considerando o valor de fechamento desta terça-feira, 28, de 9,04 reais. Desde de suas mínimas do ano, o ativo acumula apreciação de 119%. Parte dessa valorização se deve à aquisição da empresa de tecnologia e logística ASAPLog, que promete fortalecer as operações de venda digital da companhia. O segundo motivo para a disparada dos papéis reside no recente desempenho da empresa. 

O segmento on-line, que tem ganhado espaço dentro da empresa, representou de 70% a 80% das vendas de março, segundo o presidente da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer. Em live realizada na segunda-feira, 27, ele também disse que, nas últimas semanas, a companhia ganhou cerca de 10% de market share. 

“Com plataforma de e-commerce bem desenvolvida, a companhia conseguiu contornar a situação de crise para o varejo e mostrou ter tido bom desempenho mesmo com suas lojas físicas fechadas” disse em relatório Luis Sales, analista de empresas da Guide Investimentos. 

Além disso, as cerca de 200 lojas reabertas após o início da flexibilização da quarentena atingiram níveis de venda semelhantes ao período pré-quarentena, segundo a empresa. 

A acentuada apreciação das ações da Via Varejo ocorre em um momento de incertezas sobre os impactos do isolamento social no resultado das empresas, principalmente das varejistas.

No início do ano, havia grande expectativa sobre o setor, com a perspectiva de aumento do consumo das famílias – e a Via Varejo era tida como uma das grandes apostas. Em fevereiro, os papéis da companhia chegaram a acumular alta de 49% no ano, liderando as valorizações do Ibovespa, principal índice acionário do Brasil. 

Porém, todo o otimismo deu lugar ao pânico quando o coronavírus bateu à porta das bolsas de valores. O pessimismo caiu em cima das ações da Via Varejo. Após um intenso movimento de venda, os papéis chegaram a figurar entre as maiores quedas da bolsa, acumulando perdas de 63,21% em 2020. O ativo ainda acumula desvalorização de 19,07% no ano. 

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