Magalu dispara mais de 6% e ação supera R$ 100; Ibovespa sobe 1% no dia

B2W tem alta de 7%; as ações de duas das maiores empresas de e-commerce do país lideraram os ganhos do Ibovespa na volta do feriado

O principal índice da bolsa, o Ibovespa, encerrou a terça-feira, 13, na volta do feriado, com uma alta de 1,05%, aos 98.502,82 pontos. É uma alta descolada do movimento de queda nas bolsas americanas: a Nasdaq recuou 0,10%, enquanto o S&P 500 teve queda de 0,63% no fechamento.

As ações de empresas varejistas com forte presença no e-commerce se destacaram nesta terça-feira, na esteira da alta das ações de tecnologia nos Estados Unidos na véspera: as ações de B2W (+6,99%) e do Magazine Luiza (+6,18%) lideraram as altas, junto com os papéis da Natura (+4,49%) depois da conclusão da oferta subsequente de 5,6 bilhões de reais na última sexta-feira, 9.

No caso do Magazine Luiza, as ações superaram pela primeira vez a marca simbólica de 100 reais: foram negociadas no fechamento a 104,22. A alta desta terça foi impulsionada também pela fato de ser o último dia antes do desdobramento das ações: quem é detentor de uma ação receberá outras três na sexta-feira, 16. A medida vai facilitar o acesso de pequenos investidores aos papéis.

No ano, as ações da Magalu acumulam alta de quase 120% — e de 270% desde março. Desde o início de 2017, as ações da varejista valorizaram incríveis 62 vezes.

Veja abaixo outros destaques do dia:

Grupo Mateus

O Grupo Mateus, que protagonizou a maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do ano, movimentando 4,6 bilhões de reais, tem uma estreia morna na B3: as ações fecharam com leve queda de 0,3%, negociadas a 8,94 reais.

Realizado em formato de live, atendendo às medidas de distanciamento social, o evento de estreia contou com a participação do CEO da B3, Gilson Finkelsztain, e de Ilson Mateus, presidente do Grupo Mateus, conectados com os demais executivos da companhia e conselheiros de administração diretamente de São Luís, no Maranhão, onde fica a sede do grupo.

Dólar

O dólar, por sua vez, teve uma alta de 0,98%, negociado a 5,58 reais para a venda. O dólar abriu a semana com forte valorização de mais de 1% (às 12h30), voltando a bater na casa de 5,60 reais, em dia sem tendência clara da moeda americana no exterior. Mas um leilão de moeda à vista do Banco Central, que colocou 560 milhões de dólares para o mercado, tirou força da tendência de alta.

Ajustes do feriado e cenário externo

A alta da bolsa brasileira foi antecipada por analistas da EXAME Research, que apontaram que a B3 passaria por ajustes positivos no retorno ao feriado. Isso porque a segunda-feira, 12, feriado no Brasil, havia sido de ganhos no exterior, com as principais praças acionárias do mundo subindo em bloco. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado em nova York, avançou 1,24% na segunda-feira.

Contudo a sustentabilidade desse movimento de alta poderia ser ameaçada pelo tom mais cauteloso visto nas bolsas globais nesta terça, algo até agora não visto por aqui. O movimento é uma reação às notícias de que os testes da vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19 foram paralisados temporariamente por causa de possíveis reações adversas causadas em um participante.

Relatório da corretora Guide, por sua vez, analisava no início do dia que uma agenda esvaziada no Congresso e a falta de novos anúncios sobre o programa Renda Cidadã deveriam resultar em uma semana sem assuntos impactantes para o mercado. A expectativa é de que só haja uma resposta sobre como será o financiamento do Renda Cidadã após as eleições municipais.

A semana, contudo, pode trazer novos rumores e anúncios sobre a reforma administrativa e tributária.

A pesquisa Focus do Banco Central marca a agenda econômica desta terça e mostrou que o mercado segue revisando o IPCA para o final de 2020, cuja mediana já está em 2,42% – mas deve continuar subindo por conta da incorporação da pressão dos preços de alimentos. Para 2021, a projeção do Top 5 do mercado já se aproxima de 3,20%, ainda distante da meta de inflação. Segundo Arthur Mota, economista da EXAME Research, essas revisões não foram suficientes para alterar o cenário para a Selic.

Também nesta terça, o FMI melhorou a previsão para a economia do Brasil em 2020.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?

Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?

Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.