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O que é a "taxa de escritura" e como ela impacta a compra de um imóvel

Custos adicionais no processo de aquisição de imóvel podem variar conforme a região, sendo crucial para o comprador considerar esses valores

Os custos de formalização da compra de um imóvel podem variar conforme a região, impactando diretamente o valor total da transação (EyeEm/Getty Images)

Os custos de formalização da compra de um imóvel podem variar conforme a região, impactando diretamente o valor total da transação (EyeEm/Getty Images)

Publicado em 1 de abril de 2025 às 16h30.

Ao comprar um imóvel, é comum se concentrar no preço da propriedade e nos custos do financiamento, mas existem outros custos que devem ser considerados no planejamento. Um desses custos é a taxa de escritura, que é cobrada pelo cartório de notas para formalizar a compra e venda do imóvel. Embora seja um valor geralmente esquecido, esse custo tem impacto direto no valor final da aquisição e pode variar significativamente de estado para estado. Compreender como funciona e quanto pode ser pago pela escritura é crucial para evitar surpresas financeiras no processo de compra.

A taxa de escritura é um valor pago ao cartório de notas para a elaboração e formalização da escritura pública de compra e venda do imóvel. Este documento é essencial para que a transação seja legalmente reconhecida e para que a propriedade seja transferida do vendedor para o comprador. O pagamento dessa taxa é obrigatório, e sem ela, o comprador não terá os direitos legais sobre a propriedade, como a possibilidade de revendê-la ou utilizá-la como garantia.

Como funciona a taxa de escritura?

O valor da taxa de escritura varia de acordo com o estado onde o imóvel está localizado, já que cada unidade federativa tem uma tabela progressiva que define a cobrança. A taxa é geralmente uma porcentagem do valor do imóvel, e pode variar entre 2% a 3% do total, mas isso depende da faixa de valor do bem e da tabela de emolumentos de cada estado.

Por exemplo, em São Paulo, a taxa de escritura pode ser mais baixa em comparação com outros estados, como o Rio Grande do Sul, onde o custo pode ser mais elevado para imóveis com o mesmo valor. Em São Paulo, o valor da escritura é determinado pela tabela progressiva da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (ANOREG-BR), e a cobrança pode ser mais vantajosa dependendo do imóvel em questão. Para um imóvel de R$ 300.000, por exemplo, a taxa de escritura em São Paulo pode variar de R$ 6.000 a R$ 9.000, dependendo de alguns fatores regionais.

Para que serve a taxa de escritura?

A principal função da taxa de escritura é remunerar o cartório pelo serviço de elaboração do documento oficial que formaliza a transação imobiliária. Ela garante que a venda do imóvel seja registrada oficialmente e que a transferência de propriedade seja reconhecida legalmente, permitindo ao comprador exercer seus direitos sobre o imóvel. Sem a escritura registrada, o comprador não terá a titularidade completa do imóvel, o que pode dificultar sua utilização como garantia em financiamentos ou até sua venda futura.

Além disso, o cartório realiza a verificação de todas as informações, garantindo que a transação seja legítima e livre de pendências legais, como dívidas ou disputas sobre a propriedade.

Isenção da taxa de escritura

Em alguns casos específicos, é possível obter a isenção da taxa de escritura, dependendo das condições do comprador e da transação. Entre os critérios que garantem isenção estão: ser o primeiro imóvel adquirido, ter uma renda de até 3 salários mínimos, ou comprar o imóvel através de programas como o Minha Casa, Minha Vida ou o Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Essas condições variam conforme a legislação de cada estado.

Além disso, em algumas situações, o comprador pode solicitar a isenção diretamente ao cartório, especialmente quando há uma justificativa financeira para não arcar com o custo. A isenção é avaliada conforme os critérios específicos de cada localidade, e os cartórios podem solicitar documentos que comprovem a necessidade de isenção.

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