Romeo y Julieta: 'A meta da equipe comercial é atingir 100% de ocupação até o fim do ano', afirma Raisa Caran, filha de Valentina (Romeo y Julieta/Divulgação)
Repórter de Mercados
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 14h10.
Última atualização em 15 de setembro de 2026 às 14h51.
Grandes imobiliárias corporativas como CBRE, Cushman & Wakefield e JLL participam da comercialização do Romeo y Julieta, complexo corporativo Triple A que busca zerar sua vacância até o fim do ano.
O empreendimento tem 45 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Entregue há dois anos, já conseguiu ocupar 30 mil metros quadrados, mas ainda possui 15 mil metros quadrados disponíveis. O preço do metro quadrado para aluguel mensal varia de R$ 85 a R$ 115 o metro quadrado.
"A meta da equipe comercial é atingir 100% de ocupação até o fim do ano. Hoje a gente tem uma vacância de 30%. Em dois anos, alugamos, junto com as outras imobiliárias parceiras, 70% do prédio. Mas a meta é fechar 100% até o final do ano”, afirma Raisa Caran, filha da corretora Valentina Caran, que foi contratada pela gestora Autonomy Capital para concretizar a meta.
O desafio ganhou relevância em um momento de transformação da Chácara Santo Antônio. A região passou a atrair empresas que buscam alternativas aos polos tradicionais de escritórios, como Faria Lima e Vila Olímpia, pressionados por preços mais altos e baixa disponibilidade de espaços.
Entre os fatores que impulsionam o movimento está a negociação do Itaú para ocupar cerca de 90 mil metros quadrados em um edifício vizinho de padrão Triple A, o Esther Towers, da Eztec. A operação, considerada uma das maiores transações recentes do mercado corporativo, ainda não foi anunciada oficialmente, mas a negociação é tratada pelas fontes ouvidas pela EXAME como praticamente fechada.
O Romeo y Julieta é formado por duas torres corporativas. A Romeo, torre mais baixa, passou por retrofit e abriga uma obra de arte de um cubo mágico premiada na Bienal. Já a Julieta é a torre nova, com fachada espelhada.
O complexo possui 85 mil metros quadrados de área total e, além dos 45 mil metros quadrados locáveis, conta com áreas comuns, garagens e um bosque de 4 mil metros quadrados.
Entre os ocupantes estão empresas como XP Inc., que ocupa 17 mil metros quadrados, a companhia de tecnologia romena Arrise, com 8 mil metros quadrados, além da B55, escola de empreendedorismo ligada a Guilherme Benchimol, e Helm e Timken do Brasil.
A demanda pelos espaços restantes vem principalmente de empresas de maior porte. Bancos e farmacêuticas estão entre os setores que já visitaram o empreendimento em busca de áreas.
A operação está aberta para diferentes imobiliárias corporativas.
Além da localização, o diferencial do empreendimento está no conceito. O projeto foi desenvolvido pelos mesmos investidores responsáveis pelo Cidade Matarazzo, em São Paulo, e busca levar para o ambiente corporativo elementos associados a hotelaria, bem-estar e biofilia.
O edifício possui um bosque interno de 4 mil metros quadrados, paisagismo acompanhado pela equipe de Roberto Ferrari, certificações Fitwel e LEED Gold, além de uma biblioteca funcional com cerca de 3 mil livros.
“É o futuro do corporativo. Como tem essa onda de voltar para o presencial, a preocupação é como essas pessoas vão voltar, em que condições”, afirma Raisa.
Para ela, a disputa por empresas deixou de ser apenas por localização ou preço. Os empreendimentos passaram a competir também pela experiência oferecida aos funcionários.
“Posicionamento de marca, o que você quer que empresas, investidores e clientes pensem sobre você, aonde você escolheu estar”, afirma.