Moradia do Amanhã – Compra: Cerca de 45% consideram utilizar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida (Montagem EXAME com elemento do Canva)
Repórter de Mercados
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 15h19.
O comprador típico de imóvel no Brasil é homem, tem cerca de 47 anos, pertence à classe B, mora com a família e busca um imóvel usado para morar. O perfil foi traçado pela nova edição do estudo Moradia do Amanhã – Compra, conduzido pelo DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX, divulgado com exclusividade pela EXAME.
Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados preferem imóveis usados e 74% pretendem gastar até R$ 499.999 na aquisição. Casas horizontais são maioria nas intenções de compra: 57% dão preferência a esse tipo de moradia, contra 33% que optam por apartamentos.
O estudo foi realizado entre outubro e novembro de 2025 com usuários das plataformas ZAP Imóveis, Viva Real e OLX. Foram 119 entrevistas com pessoas que compraram ou pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses. A margem de erro é de 8,98 pontos percentuais.
A localização do imóvel ideal está diretamente ligada a fatores ambientais: 91% dos respondentes priorizam áreas com menor risco de enchentes. Na sequência, aparecem a presença de áreas verdes (59%) e o acesso a transporte público ou mobilidade ativa (58%).
“A segurança climática e a mobilidade ativa tornaram-se pilares da qualidade de vida moderna. O comprador entende que imóveis sustentáveis oferecem maior resiliência e valorização a longo prazo”, afirma Taiane Martins, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo OLX.
Entre os itens sustentáveis valorizados, estão sistemas de reaproveitamento de água da chuva, energia renovável e soluções de bioarquitetura.
Mais da metade dos entrevistados também avalia características de acessibilidade como importantes. Rampas de acesso e banheiros adaptados em áreas comuns são citados por 57%, seguidos de ambientes com espaço para cadeiras de rodas e pisos táteis e regulares (55%).
No lazer, os principais diferenciais buscados são quintal ou jardim, churrasqueira e piscina externa. Internamente, os imóveis mais desejados têm entre 31 e 60 metros quadrados, dois ou três quartos, uma suíte, dois banheiros e uma vaga de garagem. Ambientes bem divididos e com ventilação natural também aparecem como prioridade.
Apesar da maior parcela dos compradores estar na classe B, a aquisição do imóvel segue sensível ao orçamento. Cerca de 45% consideram utilizar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, e 60% disseram que a intenção de buscar financiamento aumentou com o novo modelo de crédito imobiliário, que prevê aumento do teto de financiamento para R$ 2,25 milhões, juros limitados a 12% ao ano e financiamento da Caixa para até 80% do valor do imóvel.
Entre os entrevistados, 78% fazem parte da população economicamente ativa e 54% estão na região Sudeste. A finalidade do imóvel é, majoritariamente, moradia própria (78%), mas 12% pensam em investimento e 8% miram uma segunda residência.
“O estudo nos ajuda a entender as prioridades do comprador brasileiro diante das transformações no mercado e nas cidades”, afirma Taiane.