Mercado Imobiliário

Em San Francisco, startups de IA elevam preço de imóveis a níveis recordes

OpenAI e Anthropic ajudam a impulsionar uma nova corrida imobiliária na cidade

Morar em San Francisco: preço de casas sobe bem acima da média nacional ( Cosmic Timetraveler/Unsplash)

Morar em San Francisco: preço de casas sobe bem acima da média nacional ( Cosmic Timetraveler/Unsplash)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 7 de abril de 2026 às 05h00.

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A média de preços das casas em San Francisco, nos Estados Unidos, saltou para US$ 2,15 milhões em março, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, os valores dos condomínios subiram 27%, para US$ 1,36 milhão, segundo a corretora Compass Inc., em dados divulgados pela Bloomberg. O movimento reflete a riqueza gerada pelo avanço de startups de inteligência artificial na cidade.

A disparada contrasta com o comportamento do mercado imobiliário norte-americano como um todo. Nos Estados Unidos, os preços residenciais avançaram apenas 0,8% em 12 meses até março, de acordo com dados da Zillow Group Inc., também divulgados pela agência. No caso dos condomínios em San Francisco, o valor médio ficou próximo do recorde histórico de US$ 1,375 milhão registrado em abril de 2022. Já o pico anterior de preços das casas ocorreu no mesmo mês, quando compradores anteciparam aquisições antes da alta dos juros.

Segundo Patrick Carlisle, principal analista de mercado da Compass, as mudanças econômicas associadas à guerra no Irã não alteraram o cenário imobiliário local. “As mudanças econômicas criadas pela guerra no Irã — como a alta dos juros e a volatilidade nos mercados financeiros — não afetaram a dinâmica extremamente aquecida do mercado em San Francisco, que vem sendo impulsionada pelos novos empregos e pela riqueza gerada pelo boom das startups de IA”, afirmou no relatório.

Empresas de inteligência artificial como OpenAI e Anthropic ajudam a impulsionar uma nova corrida imobiliária na cidade. Funcionários dessas companhias têm direcionado parte da nova riqueza para imóveis em uma região com oferta limitada de novos empreendimentos residenciais.

Ao menos 22 casas foram vendidas por mais de US$ 5 milhões em março, um recorde mensal, segundo a Compass. No mesmo período, 24 condomínios superaram US$ 3 milhões em valor de venda, também o maior número já registrado em um único mês.

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