Mercado imobiliário

Com luxo e ‘alto padrão raíz’, REM Construtora quer alcançar R$ 1 bilhão em VGV

Incorporadora da Zona Oeste de São Paulo busca novo patamar em vendas com entrada em novo segmento de mercado

Rodrigo Mauro, CEO da REM Construtora (REM/Divulgação)

Rodrigo Mauro, CEO da REM Construtora (REM/Divulgação)

Beatriz Quesada
Beatriz Quesada

Repórter de Invest

Publicado em 27 de junho de 2024 às 08h02.

A REM Construtora quer alcançar um novo patamar este ano, batendo a marca de R$ 1 bilhão em valor geral de vendas (VGV). O número vai ser um marco na história da empresa, com um crescimento de 400% na comparação anual. Para chegar lá, a incorporadora conta com a entrada em um novo segmento: o alto luxo.

“Será um número inédito na história da REM e nossa ideia é que esse patamar de R$ 1 bilhão em VGV se sustente ao longo dos próximos anos”, afirmou Rodrigo Mauro, CEO da REM, em entrevista à EXAME.

A REM já atua no alto padrão, mas em uma faixa de renda um pouco menor, com média de R$ 16 mil o metro quadrado e tamanho entre 120m² e 150m². A especialidade da casa é o que o CEO define como um “bom apartamento de três dormitórios” – em geral é o segundo imóvel da família que cresceu e quer mais espaço. O ticket médio da incorporadora costuma ser de R$ 1 milhão por apartamento.

A expectativa com alto luxo é alcançar uma nova faixa, em que o preço médio do metro quadrado salta para R$ 35 mil/m² – alcançando um patamar de até R$ 7 milhões por unidade. A entrada no segmento virá com um empreendimento fora da Zona Oeste da capital, reduto da REM, que atua principalmente nos bairros de Perdizes, Pompéia e Vila Romana. 

A incorporadora, no entanto, tem se aventurado em bons terrenos em outras regiões da cidade. Ano passado, a aposta foi em um empreendimento na Mooca, Zona Leste de São Paulo. E para este ano, a jóia do portfólio: um terreno de 4 mil metros, que praticamente fecha o quarteirão, no bairro dos Jardins, próximo à Avenida Paulista, cartão-postal de São Paulo. Lá, a REM vai construir um empreendimento com unidades de 200m² cada – as definições exatas de torres e unidades ainda estão em aprovação. 

“A diferença do médio/alto padrão para o luxo não é o tamanho. O diferencial está mais no projeto do que na metragem. Teremos pé direito maior, decoração premium, caixilharia acústica, além da própria localização”, afirma. Este projeto, sozinho, deve gerar R$ 700 milhões em VGV, e ser o grande impulsionador dos números da REM no ano.

Em vendas já concluídas, a empresa registrou um saldo de R$ 200 milhões em 2023, um salto de 66% em comparação aos R$ 120 milhões do ano anterior. Para 2024, a meta é crescer mais 50%, para R$ 300 milhões. 

Alto padrão raíz

Para Mauro, o movimento é um passo natural para a REM devido à própria essência da empresa. “Somos uma incorporadora que foca bastante na obra, no acabamento. No alto luxo temos margem para focar ainda mais nos detalhes e entregar um belíssimo produto.”

Os planos, no entanto, não são mudar o foco para o altíssimo padrão – ao menos não completamente. Nas estimativas de Mauro, o segmento de luxo deve ficar com 25% dos lançamentos da REM. Para o ano que vem, a incorporadora já tem dois empreendimentos no pipeline – ambos no médio/alto padrão.

Em seu carro-chefe, a REM quer fazer um alto padrão “raíz”, com apartamentos 100% focados nesse segmento e fora dos eixos de transporte, onde o Plano Diretor incentivou a proliferação dos studios. “Queremos fugir dos eixos, a não ser que o terreno faça muito sentido. A ideia é entregar um projeto puramente residencial, onde posso dar mais vagas de garagem, sem unidades menores, sem loja na fachada.”

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