Mercado Imobiliário

CBRE tem meta de zerar vacância do edifício vizinho ao Itaú

A imobiliária quer ocupar os 15 mil metros quadrados restantes de do complexo Triple A na Chácara Santo Antônio

Romeo y Julieta: Meta da equipe comercial é atingir 100% de ocupação até o fim do ano (Romeo y Julieta/Divulgação)

Romeo y Julieta: Meta da equipe comercial é atingir 100% de ocupação até o fim do ano (Romeo y Julieta/Divulgação)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 14h10.

Última atualização em 17 de setembro de 2026 às 12h31.

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A CBRE, uma das maiores empresa de serviços e investimentos imobiliários comerciais do mundo, participa com exclusividade da comercialização do Romeo y Julieta, complexo corporativo Triple A que busca zerar sua vacância até o fim do ano.[/grifar]

O empreendimento tem 45 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Entregue há dois anos, já conseguiu ocupar 30 mil metros quadrados, mas ainda possui 15 mil metros quadrados disponíveis. O preço do metro quadrado para aluguel mensal varia de R$ 85 a R$ 115 o metro quadrado.

O desafio ganhou relevância em um momento de transformação da Chácara Santo Antônio. A região passou a atrair empresas que buscam alternativas aos polos tradicionais de escritórios, como Faria Lima e Vila Olímpia, pressionados por preços mais altos e baixa disponibilidade de espaços.

Entre os fatores que impulsionam o movimento está a negociação do Itaú para ocupar cerca de 90 mil metros quadrados em um edifício vizinho de padrão Triple A, o Esther Towers, da Eztec. A operação, considerada uma das maiores transações recentes do mercado corporativo, ainda não foi anunciada oficialmente, mas a negociação é tratada pelas fontes ouvidas pela EXAME como praticamente fechada.

XP, tecnologia e farmacêuticas ocupam o complexo

O Romeo y Julieta é formado por duas torres corporativas. A Romeo, torre mais baixa, passou por retrofit e abriga uma obra de arte de um cubo mágico premiada na Bienal. Já a Julieta é a torre nova, com fachada espelhada.

O complexo possui 85 mil metros quadrados de área total e, além dos 45 mil metros quadrados locáveis, conta com áreas comuns, garagens e um bosque de 4 mil metros quadrados.

Entre os ocupantes estão empresas como XP Inc., que ocupa 17 mil metros quadrados, a companhia de tecnologia romena Arrise, com 8 mil metros quadrados, além da B55, escola de empreendedorismo ligada a Guilherme Benchimol, e Helm e Timken do Brasil.

A demanda pelos espaços restantes vem principalmente de empresas de maior porte. Bancos e farmacêuticas estão entre os setores que já visitaram o empreendimento em busca de áreas.

A operação está aberta para diferentes imobiliárias corporativas.

Além da localização, o diferencial do empreendimento está no conceito. O projeto foi desenvolvido pelos mesmos investidores responsáveis pelo Cidade Matarazzo, em São Paulo, e busca levar para o ambiente corporativo elementos associados a hotelaria, bem-estar e biofilia.

O edifício possui um bosque interno de 4 mil metros quadrados, paisagismo acompanhado pela equipe de Roberto Ferrari, certificações Fitwel e LEED Gold, além de uma biblioteca funcional com cerca de 3 mil livros.

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