Gestão do tempo: escolhas conscientes podem reduzir a ansiedade e dar mais sentido à vida profissional.
Colunista
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 15h24.
Adoro música. Sou daqueles que recebem a retrospectiva do Spotify e aparece ali, entre os top 2% de ouvintes do mundo, mais de 60 mil minutos de música (poucos podcasts, admito). A música me traz reflexões, me dá ritmo quando preciso, acalma quando o trânsito desafia minha sanidade e anima nossos encontros de família e amigos (preferencialmente ao vivo, ultimamente).
Hoje me peguei pensando na frequência com que converso com executivos sobre a importância do TEMPO. Esse elemento que passa rápido, muitas vezes não percebemos, que voa, gera ansiedade e nos empurra para um “business” diário em que o relógio determina a nossa vida e não o contrário. Estamos sempre atrasados ou com pressa, nessa eterna corrida contra o tempo, tentando fazer caber tantas coisas, inclusive o descanso, em apenas 24 horas.
Mas será que deveria ser assim mesmo?
Há uma preocupação enorme entre os executivos com quem converso, sobre como fazer o melhor uso do tempo. Partimos da premissa de que todos temos as mesmas 24 horas por dia, e a forma como as utilizamos é determinante para construirmos uma vida com sentido. Certamente todos concordam com isso. Mas… e daí?
Daí que as decisões conscientes sobre COMO e COM QUEM vamos INVESTIR nosso tempo precisam ser revisadas constantemente. E é justamente aí que entram as decisões sobre uma mudança de emprego. Sempre pergunto: qual é o projeto ou missão? Com quem você vai trabalhar? Ou seja: o QUE e o COM QUEM têm enorme peso na decisão. Por quê? Diversos estudos mostram que grande parte dos pedidos de demissão está relacionada ao desejo de “demitir o chefe”, e não necessariamente a empresa. E é surpreendente a quantidade de profissionais que me dizem estar repensando seu tempo sob essa ótica, buscando mais felicidade na vida e no trabalho.
Deixo um exercício rápido (prometo que não vai tomar muito do seu tempo): olhe sua agenda e veja o que você tem programado para a próxima semana e com quem. Essa programação te energiza ou te gera ansiedade?
Se for a segunda opção, reflita: o que pode ser ajustado (cancelado, alterado) para neutralizar essa sensação?
E se o ano inteiro tem te causado ansiedade, vale pensar com cuidado: está valendo a pena viver o aqui e agora com essa sensação de tempo perdido?
Como diria Renato Russo, não temos tempo a perder.