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Mastercard desiste de elevar tarifa de intercâmbio em cartões de crédito

Decisão acontece após a Reuters ter publicado na semana passada que o anúncio da Mastercard teve repercussão negativa no setor de meios de pagamentos

Mastercard: empresa desistiu de ajustar a tarifa (Jonathan Bainbridge/Reuters)

Mastercard: empresa desistiu de ajustar a tarifa (Jonathan Bainbridge/Reuters)

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Reuters

Publicado em 30 de setembro de 2019 às 12h20.

A Mastercard desistiu de ajustar a tarifa de intercâmbio sobre operações com cartões de crédito sobre a modalidade de transações rápidas, o que resultaria em um aumento de cerca de 40% da taxa para o segmento de bares e restaurantes.

O aumento, que deveria entrar em vigor nesta terça-feira, era parte de uma tabela anunciada meses atrás pela Mastercard para adquirentes de cartões, com a empresa explicando que a medida era parte de ajustes implementados pelas bandeiras de tempos em tempos para dar equilíbrio ao mercado.

"Decidimos reavaliar o reajuste sobre as transações rápidas", disse à Reuters Felipe Magrim, diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Mastercard Brasil e do Cone Sul. "A medida é resultado do nosso diálogo com parceiros e participantes do mercado", acrescentou.

A decisão acontece após a Reuters ter publicado na semana passada que o anúncio da Mastercard teve repercussão negativa no setor de meios de pagamentos, mesmo entre bancos, que seriam beneficiados com o aumento da tarifa, diante das atuais condições do mercado de adquirência, com taxas cadentes.

A Abrasel, entidade que representa o setor de bares e restaurantes, que vinha reagindo fortemente ao anúncio da Mastercard, inclusive protocolou uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pedindo que o órgão antitruste impedisse a Mastercard de aplicar o ajuste.

Na quarta-feira, 2, deve ocorrer um audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o funcionamento das tarifas de intercâmbio no mercado de cartões.

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