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Juro do cheque especial e do rotativo sobe em janeiro

Mesmo com queda dos calotes, os bancos elevaram o preço de linhas para pessoa física entre dezembro e janeiro

Cheque especial: a taxa de juro do cheque especial subiu 1,7 ponto percentual no período, chegando a 324,7 por cento ao ano, maior nível desde maio (Arquivo/Agência Brasil)

Cheque especial: a taxa de juro do cheque especial subiu 1,7 ponto percentual no período, chegando a 324,7 por cento ao ano, maior nível desde maio (Arquivo/Agência Brasil)

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Reuters

Publicado em 27 de fevereiro de 2018 às 15h45.

São Paulo - Os bancos elevaram o preço de linhas para pessoa física entre dezembro e janeiro, mesmo com queda média na inadimplência, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira.

A taxa de juro do cheque especial subiu 1,7 ponto percentual no período, chegando a 324,7 por cento ao ano, maior nível desde maio. Isso mesmo com a inadimplência acima de 90 dias nessa linha tendo caído 1 ponto, para 15,2 por cento.

Percentualmente, a alta do custo do crédito pessoal foi ainda maior, de 9,3 pontos, a 122,6 por cento anuais. Neste caso, o índice de atrasos teve alta de 0,1 ponto.

A taxa cobrada no rotativo do cartão de crédito para quem paga o valor mínimo da fatura em dia também subiu, passando de 233,9 para 241 por cento ao ano. Isso mesmo com o nível de calotes recuando 1,9 ponto percentual.

Já o custo médio do financiamento imobiliário avançou 0,3 ponto, para 11,3 por cento ao ano, enquanto o do empréstimo para compra de automóveis subiu 0,6 ponto, para o equivalente a 22,7 por cento anuais. Na linha imobiliária, a inadimplência subiu 0,3 ponto, ao passo em que na automotiva houve estabilidade.

Os dados fazem parte do relatório divulgado mais cedo pelo BC, que mostrou que o estoque total de crédito no país caiu 0,8 por cento entre dezembro e janeiro, a 3,066 trilhões de reais, ou 46,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

No conjunto das operações com recursos livres, somando empréstimos para empresas e para pessoas, o crédito em janeiro ficou mais escasso, curto e caro.

O saldo total encolheu 1 por cento, para 1,57 trilhão de reais. O volume de empréstimos concedidos no mês foi 11,4 por cento menor do que em dezembro, para 258,3 bilhões de reais. Os desembolsos para pessoas chegou a ter leve alta de 1,7 por cento, mas desabou 25,6 por cento para empresas.

O spread, a diferença entre o custo médio de captação de recursos pelos bancos e o valor cobrado para emprestar a clientes, subiu 1,1 ponto percentual, para 32,9 por cento. E o prazo médio dos empréstimos recuou de 40,1 para 38,7 meses.

A taxa média de inadimplência do sistema subiu 0,1 ponto percentual, para 5 por cento, segundo o relatório.

O movimento se deu em meio ao ciclo de queda da taxa básica de juros, que atingiu neste mês a mínima histórica de 6,75 por cento ao ano.

 

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