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Aplicativo permite contratar empréstimo com juro menor

GuiaBolso passa a oferecer a contratação de empréstimo pessoal com taxas reduzidas, mas consumidor deve checar outras modalidades antes de tomar crédito

 (GuiaBolso/Divulgação)

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Anderson Figo

Anderson Figo

Publicado em 7 de fevereiro de 2017 às 05h00.

Última atualização em 7 de fevereiro de 2017 às 11h24.

São Paulo - Você acha que tem uma vida financeira bem organizada, mas, de repente, acontece um imprevisto que te obriga a desembolsar um valor maior do que o saldo da sua reserva de emergência. O jeito é pegar um empréstimo pessoal. Mas como fugir das taxas de juros altíssimas e da inconveniência de pedir dinheiro ao banco?

O aplicativo de finanças pessoais GuiaBolso, que faz o controle do orçamento de forma automática, lançou uma ferramenta para pessoas nessa situação. A partir de agora, a plataforma permite a contratação de crédito pessoal online com taxa de juros bem menor do que a média do mercado.

“Cerca de 35% dos novos usuários do app usam cheque especial e 30% usam o rotativo do cartão de crédito”, diz Thiago Alvarez, CEO do GuiaBolso. “Nós sabemos que imprevistos acontecem e que as pessoas podem ter de contrair um empréstimo pessoal de última hora. Queremos oferecer a opção mais barata ao usuário de uma forma rápida e não constrangedora.”

Segundo o executivo, o GuiaBolso faz uma curadoria de boas ofertas de crédito do mercado e apresenta ao usuário a melhor opção, de acordo com seu histórico financeiro. “As instituições conseguem praticar juros menores, uma vez que a comunidade de usuários do aplicativo demonstrou uma trajetória financeira ascendente ao longo dos anos”, afirma. Entre as instituições parceiras do app, todas de médio e pequeno porte, está o Banco Semear, de Minas Gerais.

A taxa mínima de juros dentro da plataforma do GuiaBolso é de 2,9% ao mês, cerca de 20% ao ano. Já a taxa máxima nas contratações através do app, de acordo com Alvarez, é de 6,5% ao mês (cerca de 78% ao ano).

Segundo o Banco Central, a taxa média de juros para empréstimo pessoal no mercado era de 139,4% ao ano em dezembro de 2016. Entre os cinco maiores bancos do país, o juro para esta modalidade de crédito varia entre 67% e 113% ao ano.

Se comparado ao cheque especial, a diferença é ainda mais expressiva, já que os juros para empréstimos desse tipo podem chegar a 520% ao ano, de acordo com o BC —a taxa média fica em torno de 329% ao ano.

“O melhor é que a pessoa pode fazer a operação de forma rápida e segura. O consumidor tem acesso ao valor da parcela, ao período e à taxa de juros final a ser paga. A plataforma mostra as ofertas com menores taxas de juros, já considerando o Custo Efetivo Total [CET]”, explica.

Avalie se esta é sua melhor opção

Apesar da facilidade em contrair um empréstimo pessoal via app, especialistas em finanças pessoais alertam que é preciso cuidado antes de fazer a operação. Isso porque pode haver outra modalidade de crédito com custo mais baixo para você disponível no mercado. Vale a pena checar todas as alternativas.

O consignado, por exemplo, pode ser mais atraente em alguns casos. Nessa modalidade de crédito, o banco desconta as parcelas da dívida diretamente da folha de pagamento do cliente. Isso dá ao banco a segurança de que ele receberá de volta o dinheiro emprestado, por isso as taxas de juros são reduzidas.

Segundo o Banco Central, os juros cobrados pelos cinco maiores bancos do país no crédito consignado para funcionários de empresas privadas variam atualmente de 38% a 41% ao ano. Mas em algumas instituições menores, como no Banco Indusval, por exemplo, os juros ficam em torno de 18,5% ao ano.

Já para aposentados e pensionistas do INSS, os juros no consignado variam entre 28% e 32% nos cinco maiores bancos do país; e para funcionários públicos variam entre 23% e 35% ao ano. Em instituições menores, como o Banco Alfa, a taxa fica em torno de 22% ao ano. É possível ver todas as taxas no site do Banco Central.

Sempre é bom lembrar que alguns bancos cobram taxas de avaliação de crédito, tarifas de cadastro e podem tentar embutir seguros no empréstimo, por isso é essencial observar o Custo Efetivo Total da operação, taxa que inclui não apenas os juros, mas também todos os custos envolvidos na operação.

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