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Twitter perde compradores e US$ 3,5 bi em valor de mercado

Desde que abriu seu capital em 2013, a rede social nunca viu suas receitas crescerem tão lentamente. Alphabet, Walt Disney e Salesforce desistiram da compra.


	Twitter: até o momento, sem qualquer oferta de compra
 (Thinkstock/EXAME.com)

Twitter: até o momento, sem qualquer oferta de compra (Thinkstock/EXAME.com)

Rita Azevedo

Rita Azevedo

Publicado em 10 de outubro de 2016 às 17h33.

São Paulo — As ações do Twitter despencaram mais de 15% nesta segunda-feira (10) com a repercussão da notícia de que três das companhias que estavam de olho na rede social desistiram da compra.

Citando fontes ligadas às negociações, a Blooomberg afirma que tanto a Alphabet, controladora do Google, quanto a Walt Disney e a Salesforce voltaram atrás de seus planos de adquirir a companhia.

A escassez de ofertas já era reportada na última semana, mas ainda havia a esperança que a Salesforce fizesse um lance. Uma reunião de investidores, segundo a Bloomberg, foi o que fez com que os dirigentes da empresa de software corporativo pensassem melhor sobre a aquisição.

Só entre a última quarta-feira (05) e sexta-feira (07), quando começaram a surgir os primeiros boatos de desistências, a companhia perdeu mais de 3,5 bilhões de dólares em valor de mercado, segundo números da consultoria Economatica.

Por que ninguém quer o passarinho?

Não são poucos os problemas que o Twitter enfrenta atualmente. Desde que abriu seu capital em 2013, a rede social norte-americana nunca viu suas receitas crescerem tão lentamente.

No ano passado, em uma tentativa de atrair de volta os usuários que abandonaram o serviço e agradar seus investidores, um dos fundadores da companhia, Jack Dorsey, chegou a voltar ao cargo de presidente-executivo.

A estratégia não rendeu a retomada esperada pela companhia. No segundo trimestre deste ano, a rede social registrou receitas de 602 milhões de dólares — 20% mais do que no mesmo período do ano passado. No entanto, o número de usuários mensais ativos se manteve bem próximo da estabilidade de um ano para outro (245 milhões para 247 milhões).

Em um cenário no qual redes como Snapchat e Facebook batalham duramente pela conquista de novos usuários, pode ser ainda mais difícil para a rede social do passarinho se manter voando por aí.

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