Invest

Trump diz que alta do petróleo é 'peanuts' perto de ameaça nuclear do Irã

Barril do Brent voltou a ser negociado no patamar dos US$ 100 nesta terça-feira, 21

Donald Trump: 'esperava cenário muito mais grave', diz o presidente, sobre alta do petróleo (Mandel NGAN/AFP)

Donald Trump: 'esperava cenário muito mais grave', diz o presidente, sobre alta do petróleo (Mandel NGAN/AFP)

Publicado em 21 de abril de 2026 às 17h26.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta terça-feira, 21, o impacto da alta do petróleo decorrente do conflito com o Irã, classificando o a reação do mercado como peanuts em relação ao risco de destruição em massa por amas nucleares. A expressão em inglês — "amendoins" em tradução literal — é usada figurativamente para indicar algo insignificante, de pouca importância ou de valor irrisório.

O preço do Brent voltou aos US$ 100 por um momento hoje, diante da falta de entendimento entre as autoridades. No final da tarde, os Estados Unidos anunciaram que o cessar-fogo será estendido. O bloqueio aos portos iranianos será mantido, o que implica no fechamento do Estreito de Ormuz por mais tempo.

Em entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, o presidente defendeu a ofensiva militar contra o regime iraniano com o argumento de que impedir Teerã de obter armas nucleares é uma prioridade. "Vamos garantir que eles nunca tenham uma arma nuclear, porque eles a usarão para explodir o mundo, mas começarão por Israel e pelo Oriente Médio, e não vamos deixar isso acontecer", afirmou Trump.

O presidente reconheceu que o conflito pressiona os mercados e encarece o petróleo, mas relativizou o impacto econômico frente ao risco geopolítico. "Isso vai machucar o mercado e vai fazer o preço do petróleo subir, mas isso é peanuts comparado ao que aconteceria se deixássemos isso [a obtenção de armas nucleares pelo Irã] ocorrer", disse.

Trump ainda revelou que esperava um cenário muito mais grave. "Se você me dissesse que o petróleo estaria a 90 dólares, em vez de 200, eu ficaria, francamente, surpreso", declarou. Para ele, o mercado tem demonstrado resiliência — inclusive no abastecimento. Segundo o presidente, navios já estão buscando rotas e fontes alternativas de suprimento. "O que está acontecendo? Navios estão encontrando outras fontes. Estão indo para o Texas e Louisiana. Estão indo para o Alasca, para outros lugares. É um fenômeno incrível", disse. "Quando há problemas, as pessoas descobrem como lidar com as coisas."

O Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita parcela significativa do petróleo mundial, segue com tráfego de navios em patamares muito baixos desde o início do conflito.

Na entrevista, Trump também reafirmou sua leitura sobre o regime iraniano. "Destruímos a marinha deles, destruímos a força aérea deles, destruímos seus líderes", afirmou, acrescentando que espera fechar um "grande acordo" com Teerã, mas que a opção militar segue na mesa caso as negociações em curso não avancem antes do vencimento do cessar-fogo, marcado para esta quarta-feira, 22.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoDonald TrumpIrã

Mais de Invest

Moderna sobe 22% com hantavírus e vira aposta número um do mercado

eBay rejeita oferta de US$ 56 bilhões feita por CEO da GameStop

Investidor pessoa física engata maior sequência de compras na B3 em sete meses

Inflação no Brasil e nos EUA, discursos do Fed e balanços: o que move os mercados