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Meta admite que IA liberou geração de propaganda sobre Flávio e bloqueou sobre Lula

Em comunicado, a dona do Facebook, WhatsApp e Instagram também disse ter bloqueado anúncios da campanha de Lula 'por engano' e negou interferência eleitoral

Meta: empresa informou ter apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa com dados técnicos (Meta/Divulgação)

Meta: empresa informou ter apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa com dados técnicos (Meta/Divulgação)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 19h24.

Última atualização em 16 de outubro de 2026 às 21h06.

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RESUMO +

A Meta reconheceu falhas na Meta AI que permitiram gerar imagens de propaganda eleitoral associadas a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto pedidos semelhantes envolvendo Lula (PT) eram bloqueados. A empresa também admitiu o bloqueio temporário e indevido da conta de anúncios da campanha de Lula. Segundo a companhia, os episódios foram causados por problemas técnicos, sem motivação política.


A Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, reconheceu nesta sexta-feira, 16, que uma falha nos filtros da Meta AI, sua assistente virtual de inteligência artificial, permitiu que usuários gerassem imagens de propaganda eleitoral associadas a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto pedidos semelhantes relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eram bloqueados.

Segundo a empresa, a brecha permitia que comandos combinassem o primeiro nome dos candidatos com seus respectivos números eleitorais gerassem imagens de propaganda. A falha foi corrigida em 14 de outubro.

Os sistemas bloqueavam solicitações que mencionavam explicitamente nomes como “Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “Bolsonaro” e “Flávio Bolsonaro”, mas não identificavam todas as combinações de primeiros nomes comuns com os números eleitorais dos candidatos.

Com isso, pedidos que utilizavam “Flávio” acompanhado de seu número podiam gerar imagens de propaganda. A mesma falha permitia a criação de cartazes com solicitações que combinavam “Luiz” e o número de Lula. A empresa afirmou que corrigiu o problema no mesmo dia.

Segundo a Meta, a ferramenta havia sido temporariamente proibida de recomendar candidatos ou gerar imagens deles no Brasil para cumprir as regras eleitorais. 

Anúncios da campanha de Lula bloqueados 'por engano'

A Meta também reconheceu falhas técnicas que afetaram a conta de anúncios da campanha de Lula.

A empresa atribuiu o episódio a uma análise incorreta realizada em um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais. Também criticou as regras brasileiras para conteúdo digital, que, segundo sua avaliação, aumentam o risco de bloqueios indevidos.

"Em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes. A análise antifraude incorreta feita sobre este anúncio foi adotada no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais".

A Meta afirmou que a campanha de Lula continuou podendo criar anúncios por meio de uploads diretos no Gerenciador de Anúncios e que as peças que já estavam em circulação não foram afetadas. A falha foi corrigida nas primeiras horas de 10 de outubro, após a reversão da atualização.

A empresa ainda negou favorecimento a qualquer candidato e afirmou que os episódios não tiveram motivação política. "Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", disse.

Meta atribui falhas a problemas técnicos

A Meta ainda falou sobre o que classificou como um "problema global" na contagem de visualizações de Reels, registrado em 7 de outubro. Durante cerca de cinco horas, as métricas ficaram congeladas, incorretas ou zeradas, apesar de os vídeos continuarem sendo distribuídos normalmente. Isso, segundo a Meta, atingiu criadores em mais de 100 países.

A empresa disse que a falha não ficou restrita à campanha de Lula. “É importante destacar que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato com a Meta neste dia para relatar o mesmo problema”.

Em 9 de outubro, uma atualização de código provocou outra falha global, desta vez no Gerenciador de Anúncios. O problema impediu temporariamente a criação de anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram.

A companhia informou ter apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa com dados técnicos em resposta à reclamação da campanha de Lula. Segundo a Meta, a decisão recente da Corte não encontrou indícios de manipulação da distribuição de conteúdos.


Perguntas frequentes

A Meta AI permitiu criar propaganda eleitoral para Flávio Bolsonaro? +

Sim. Uma falha nos filtros da Meta AI permitiu gerar imagens de propaganda eleitoral associadas a Flávio Bolsonaro (PL) usando seu primeiro nome e número eleitoral. A empresa afirmou ter corrigido o problema em 14 de outubro.

Por que a Meta AI bloqueava imagens relacionadas a Lula? +

Os filtros bloqueavam pedidos que mencionavam explicitamente nomes como Lula e Luiz Inácio Lula da Silva, mas não identificavam todas as combinações de primeiros nomes e números eleitorais. A falha permitiu tratamento diferente para solicitações semelhantes.

A Meta bloqueou os anúncios da campanha de Lula? +

Sim. Em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, após uma peça ser classificada incorretamente como possível tentativa de fraude envolvendo um programa social.

A Meta favoreceu Flávio Bolsonaro em relação a Lula? +

A Meta negou favorecimento a qualquer candidato e afirmou que as falhas não tiveram motivação política. Segundo a empresa, seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política.

Quais outras falhas técnicas a Meta reconheceu? +

A empresa relatou problemas na contagem de visualizações de Reels em 7 de outubro, que afetaram criadores em mais de 100 países, e uma falha no Gerenciador de Anúncios em 9 de outubro, que impediu temporariamente a criação de anúncios a partir de publicações existentes no Instagram.

O que a Meta apresentou ao TSE sobre as falhas? +

A empresa informou ter apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma defesa com dados técnicos em resposta à reclamação da campanha de Lula. Segundo a Meta, a decisão recente da Corte não encontrou indícios de manipulação da distribuição de conteúdos.

Acompanhe tudo sobre:MetaEleições 2026

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