Stone faz mudanças no conselho e reduz poder de voto de fundadores

Mudança acontece após a saída de Eduardo Pontes do Conselho, deixando as ações com direito a "supervoto"
Stone: mudanças na governança com foco melhora os resultados (Leandro Fonseca/Exame)
Stone: mudanças na governança com foco melhora os resultados (Leandro Fonseca/Exame)
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Karina Souza

Publicado em 01/06/2022 às 12:43.

Última atualização em 01/06/2022 às 14:01.

A Stone anunciou nesta terça-feira que vai enviar ao Banco Central um pedido de mudança de controle. Na prática, há uma redução no poder de voto dos fundadores, em razão da saída do cofundador Eduardo Pontes do conselho. De acordo com o comunicado, assim que aprovada, a mudança de controle traz como resultado o fato de que nenhum acionista fundador, sozinho, tem mais de 50% do poder de voto da companhia. 

No detalhe, Pontes deixou o conselho de administração, dando lugar a Conrado Engel em março de 2022, e vai converter as ações com direito a "supervoto" (Classe B) em ações com direito ao voto comum (Classe A). O comunicado ainda ressalta que André Street segue sendo, mesmo após do comunicado, um “acionista de referência” dentro da companhia.

“No dia a dia da empresa nada muda, continuamos tendo a presença do nosso cofundador Andre Street, como Chairman e acionista de referência”, afirma Thiago Piau, CEO da Companhia. No dia 2 de Junho, às 18h, a Stone Co. Ltd. divulga seu resultado do segundo trimestre.

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Embora no Brasil os controladores fiquem nos negócios mesmo quando não estão no conselho, no modelo americano de supervoto isso não faz sentido. Uma vez que um fundador não atua mais na companhia, perde o sentido que ele tenha poder de voto diferenciado.

As mudanças podem ser vistas como a continuidade dos esforços para aprimorar a governança da companhia e, é claro, melhorar os resultados financeiros. A empresa passa por mudanças em razão dos desafios enfrentados no mercado de crédito, que levaram a uma crise de confiança dos investidores.  Essa crise, mais o mau humor dos investidores com tech e segmentos de alto crescimento, levaram o negócio a perder 80% do valor de mercado — as ações hoje estão cotadas a US$ 9,88, mais perto da mínima, de US$ 6,81, do que da máxima, de US$ 71,08. A capitalização atual é de US$ 3 bilhões.

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