Cielo, Hapvida, Magalu: 10 maiores altas e baixas do Ibovespa em maio

Índice volta ao campo positivo e sobe 3% no mês; no ano, a alta de 6% no ano
Painel de cotações da B3: Cielo volta a liderar maiores altas do mês (Germano Lüders/Exame)
Painel de cotações da B3: Cielo volta a liderar maiores altas do mês (Germano Lüders/Exame)
Beatriz Quesada
Beatriz QuesadaPublicado em 31/05/2022 às 20:25.

Maio foi um mês de retomada para a trajetória positiva do Ibovespa, que avançou 3%. O mercado brasileiro continua de olho nos efeitos da alta de juros nos Estados Unidos, mas conseguiu se deslocar das quedas de Wall Street para surfar ventos positivos vindos da China

“A partir da segunda quinzena do mês, veio uma melhora da expectativa sobre o aquecimento do setor de serviços chinês, que mostrou um número acima do esperado e puxou a valorização das commodities”, afirmou Charo Alves especialista da Valor Investimentos.

Com grande participação no Ibovespa, empresas associadas a commodities, como Vale e Petrobras, ajudaram a puxar a valorização do índice. “O setor bancário também aproveitou o momento de alta para reajustar a diferença entre preço e lucro”, avaliou Alves. A maior recuperação do setor veio do Bradesco, que teve ganhos de 14% no mês.

A maior alta, no entanto, ficou novamente com os papéis da Cielo. A companhia segue em tendência de valorização desde o início do ano, intensificada pelos resultados do 1º trimestre, quando a Cielo teve lucro líquido de R$ 184,6 milhões. O resultado surpreendeu, e analistas revistaram suas projeções. Após o balanço, o JPMorgan recomendou a compra das ações da Cielo pela primeira vez desde 2016.

Na ponta oposta, as ações ligadas ao varejo e ao setor de tecnologia estiveram mais uma vez entre as mais penalizadas. “São empresas que sofreram bastante no início do mês com a preocupação de que os juros subissem mais que o esperado. Existe dificuldade em conceder crédito, em lidar com alavancagem”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

A maior queda ficou com a Hapvida, que decepcionou os investidores com seu resultado do primeiro trimestre. Uma das principais decepções foi o Ebitda (lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) de R$ 206,6 milhões de reais – 64,5% abaixo do consenso de mercado da Bloomberg, que era de R$ 583,9 milhões.

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